RM030 | Romanos 4:23 a 25 | Deus Aceita a Fé para o Proveito de Todos

Texto Bíblico | Os Escritos Judaicos (O Velho Testamento) Registra a Fé de Abraão para o Proveito de Todos os Crentes de Hoje | 4.2.3

23 Ora, não só por causa dele está escrito, que lhe fosse tomado em conta,

24 Mas também por nós, a quem será tomado em conta, os que cremos naquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor;

25 O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.

 Comentário

“E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça”(Gn 15:6)—este versículo foi escrito por Moisés muitos anos depois que Abraão tinha falecido; portanto, não podia ser só para o proveito dele, mas sim para o proveito daqueles que nasceriam depois (v.23). Por este fato, Paulo faz um ponto simples mas profundo. Aquilo que é escrito nas Sagradas Escrituras é para o proveito de qualquer pessoa que crê no Deus que ressuscita os mortos.

Por este versículo, qualquer um hoje que tem fé que Deus ressuscitou Jesus Cristo dos mortos pode saber que sua fé é como a de Abraão. Abraão creu que Deus podia dar vida ao seu corpo e o da sua esposa. Por isso, Deus imputou-lhe justiça. Deus, também, imputa a fé por justiça hoje (v.24).

Paulo concluiu este capítulo com o propósito da morte e da ressurreição de Jesus Cristo. Primeiro, Jesus foi entregue nas mãos de homens pecaminosos e morto, não pelos Seus pecados, mas pelos da humanidade (v.25). Ele não ofendeu ninguém; a humanidade ofendeu Deus. Cristo, então, se tornou o substituto do homem. Ele morreu de propósito. Todos os pecados de todos os homens eram punidos na cruz. A dívida do pecado que o homem devia foi pago de uma vez por todas.

Segundo, Deus levantou Jesus dos mortos porque Ele tinha aceitado Sua morte como suficiente para pagar a dívida do homem. Isto significa para todos que crêem nEle que são libertados da sua culpa—justificados diante dos olhos de Deus.

Estas verdades, harmoniosas e completas, são a soma e substância do evangelho.

Perguntas Interativas

  1. Para quem foram escritas as coisas de Abraão nas Sagradas Escrituras?
  2. Por que Jesus Cristo nosso Senhor foi entregue à cruz?
  3. Por que Jesus nosso Senhor ressuscitou dos mortos?

Palavras-Chave

  • Entregue – Aqui, dado nas mãos daqueles que querem crucificá-lo
  • Evangelho – A mensagem da morte, do sepultamento e da ressurreição de Jesus Cristo e como este evento é suficiente para salvar todos que crêem nEle
  • Justificado – Libertado da penalidade e da condenação do pecado
  • Pecados – Atos, palavras ou pensamentos contra a vontade de Deus
  • Ressurreição – Voltando para a vida depois da morte
  • Ressuscitou – Voltou para a vida depois da morte
  • Sagradas Escrituras – Aqui, os escritos distintamente autorados por Deus conhecidos como os livros do Velho Testamento: Gênesis a Malaquias
  • Tomado em conta – Reconhecido; Atribuido; Imputado

RM015 | Romanos 2:12 a 16 | Deus Julga Todo Homem

Texto Bíblico | Deus Julgará Todo Homem Segundo os Segredos da Sua Consciência | 2.1.3

12 Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados.

13 Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.

14 Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei;

15 Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os;

16 No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.

Comentário

O pecado existe mesmo se Deus não revelasse sua lei (ou, padrão) contra ele (v.12). As vezes um professor ensinará os seus alunos: “Não fazemos as regras; são vocês que as fazem.” Por exemplo, uma escola escreveu uma regra contra andar na grama, porque os alunos negligentemente andavam na grama até que estivesse arruinada. Assim que eles escreveram a regra, os alunos poderiam ser justamente disciplinados. Obviamente a desatenção dos alunos existia antes da regra foi dada, mas com a lei o erro ficou claro.

Deus tem padrão de conduta também. É possível alguém violar este padrão e ser culpado sem saber. Paulo já declarou que o comportamento dos homens fica inescusável (Rm 1:20) porque viola o que a natureza revela de Deus, antes qualquer lei foi escrita. Portanto, o padrão moral de Deus é revelado pela natureza, mas é estabelecido pela lei.

Paulo então faz dois pontos importantes. Primeiro, o judeu é julgado pela lei (vv.12, 13). Segundo, o gentio é julgado pela consciência (vv.14, 15). Estes dois pontos tornam nulas, duas ideias falsas. A primeira ideia falsa ensina que os judeus, por meramente receberem a lei, são isentos da punição; porém, Deus julga diferentemente. O judeu pode ter a lei, mas  se ainda a viola, então permanece culpado.

A segunda ideia falsa ensina que os gentios não podem ser julgados sem a lei. A ideia, colocada como um pergunta, seria: “Como que pode um gentio ser culpado por uma lei que ele nunca conheceu?” O gentio, porém, é julgado pela lei escrita no seu coração. Deus poderá apontar à consciência do gentio que revelará sua transgressão do padrão de Deus. Em cada gentio permanece a sua consciência que acusa-o de ser culpado de pecados (v.15).

Paulo disse: “Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho” (v. 16). Isto é, a mensagem do evangelho inclui ambos uma descrição clara da profundeza do julgamento de Deus e Quem o Juiz será.

Primeiro, a profundeza do julgamento de Deus vai além das obras do homem—os externais, mas também aos segredos dos homens—os internais. A hipocrisia não terá mais um véu no Dia do Julgamento. Todo segredo da humanidade será descoberto perantes os olhos de Deus. Todas as desculpas dos judeus e dos gentios encolherão e morrerão.

Segundo, o próprio Juiz será Jesus Cristo. Tendo morado na terra, Ele conhece muito bem as tentações que todo homem sofre. (Mais sobre Jesus ,o Juiz, pode ser lido em Jo 5:22, 27; II Ts 1:7 a 10; II Tm 4:1.)

Perguntas Interativas

  1. Quem será justificado por Deus no julgamento?
  2. O que mostrará a obra da lei escrita nos corações daqueles que não tem a lei de Deus?
  3. No julgamento o que acusará ou defenderá os homens que nunca tinham a lei?

Palavras-Chave

  • Consciência – Conscientização interna do bem e do mal
  • Evangelho – As boas novas da obra completa de Jesus Cristo para salvar a humanidade do pecado
  • Gentios – Aqueles que não são judeus; Aqui, aqueles que nunca conheceram a lei de Deus dada aos judeus
  • Hipocrisia – Boas obras feitas por razões más
  • Julgados – Condenados
  • Justos – Pessoas que não são culpadas perante Deus
  • Justificados – O resultado de pessoas serem declarado desculpadas diante de Deus
  • Lei – Padrão do certo e do errado
  • Pecaram – Desobedeceram a Deus
  • Testificando – Testemunhando; Alegando a ser verdadeiro

RM008 | Romanos 1:17 a 19 | Deus Revela a Sua Natureza

Texto Bíblico A | A Revelação da Justiça de Deus do Evangelho | 1.2.1

17 Porque nele se descobre a justiça de Deus de em , como está escrito: Mas o justo viverá pela fé.

Texto Bíblico B | A Revelação da Ira de Deus do Céu | 1.2.2

18 Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.

19 Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.

Comentário

Paulo, depois de declarar o poder do evangelho para salvar, anuncia o poder dele para revelar (“nele se descobre” v.17). Especificamente, o evangelho revela que a única justiça aceitável  a Deus é a de Jesus Cristo. É assim porque a mensagem do evangelho rejeita qualquer outra justiça sendo abaixo do padrão de Deus.

As Santas Escrituras confirmam esta verdade. Por essa razão, Paulo cita o profeta Habacuque, que disse: “O justo pela sua fé viverá” (Hc 2:4). Esta citação e o argumento de Paulo concordaram uns com os outros, mas ambos foram ao contrário do que muitos crêem. Muitos crêem que Deus aceita a justiça do homem, como se as suas boas obras excedessem as suas más obras. Fé, porém, não os nossos esforçõs, concede justiça.


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Deus está com raiva. Revelou esta ira do “céu” (v.18). Dois tipos de destruição veem do céu. O primeiro é água; o segundo é fogo. O primeiro foi mais osadamente visto no dilúvio de Noé (Gn 6 a 9). O segundo, fogo, é ainda para ser visto, mas há muitas coisas ditas sobre ele na Bíblia (II Ts 1:6 a 9; II Pe 3:10 a 12; Ap 20:9).

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Deus prometeu com o arco-íris que sua ira nunca traria outro dilúvio global (Gn 9:13 a 15), mas estando com raiva até hoje, o fogo do céu ainda está por vir. Enquanto o arco-íris nos lembra da misericórdia de Deus, os relâmpagos do céu devem nos lembrar da ira de Deus. (Para estudos avançados, considere o fogo que caiu muitas vezes no Velho Testamento, especialmente nos holocaustos, que eram sombras de Jesus Cristo. Veja I Cr 21:26. Note, porém, que assim como o fogo consumiu o sacrifício velhotestamentário, o sacrifício novotestamentário consumiu o fogo!)

Deus tem raiva dos homens que conhecem a verdade mas a rejeitam. Isto os levam a viver ao contrário dos padrões de Deus. No fim, aqueles que rejeitam a verdade estão rejeitando a Deus. Porventura, alguns alegem que eram ignorantes, mas Paulo cuidadosamente lhes mostra que Deus tem se manifestado claramente (v.19). Qualquer rejeição da verdade é motivo suficiente para provocar a ira de Deus.

Perguntas Interativas

  1. Como é a justiça de Deus revelada no evangelho?
  2. O que os homens detêm em injustiça que provoca a ira de Deus?

Palavras-Chave

  • Céu – Aqui, a atmosfera
  • – Confiança nas promessas de Deus, não condicionada nas obras do homem, mas simplesmente na fidelidade de Deus
  • Impiedade – Viver longe de Deus
  • Injustiça – Aquilo que não cumpre a norma de Deus e é completamente inaceitável a Ele
  • Ira – Raiva
  • Justiça – Aquilo que cumpre a norma de Deus
  • Justo – A pessoa não achada culpada perante Deus
  • Manifesta, se – É feito conhecido
  • Nele – Aqui, no evangelho
  • Santas Escrituras – Aqui, escritos nitidamente autorados por Deus conhecidos como os livros do Velho Testamento: Gênesis a Malaquias
  • Verdade – A interpretação absolutamente correta da realidade, especialmente de Deus baseada nas coisas que são feitas

RM007 | Romanos 1:13 a 16 | Paulo Revela o Seu Coração

Texto Bíblico | O Propósito Evangelho de Paulo | 1.1.3

13 Não quero, porém, irmãos, que ignoreis que muitas vezes propus ir ter convosco (mas até agora tenho sido impedido) para também ter entre vós algum fruto, como também entre os demais gentios.

14 Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes.

15 E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma.

16 Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.

Comentário

Deus fez Paulo um pregador efetivo (Cl 1:23) entre os gentios para que muitos se virassem a Jesus Cristo (I Co 15:9, 10). Paulo queria ver o mesmo resultado (“fruto” v.13) entre os gentios romanos. Deus, porém, ainda não o permitiu ir lá.

Paulo afirmou que estava “pronto para…anunciar o evangelho” (v.15) aos gentios em Roma por duas razões. Primeiro, ele sabia que Deus tinha o escolhido a trabalhar entre os gentios (At 9:15; 22:21; 28:28)—como ele disse: “Sou devedor” (v.14).

Segundo, ele sabia que o evangelho tinha “poder” (v.16) para salvar os gentios. Eles podiam ir a Cristo para a salvação tanto quanto qualquer judeu.

Estas duas razões, no entanto, têm suas implicações. A primeira é que todo gentio (quer seja inteligente ou não) era digno de ouvir a mensagem. Deus, que não faz acepção de pessoas (At 10:34), estimava os gentios iguais aos judeus.

A segunda implicação é que o evangelho não precisa de acessório nenhum para lhe dar poder. Os gentios não precisavam fazer nada exceto crer no evangelho para serem salvos.

Estas duas razões e suas implicações liberaram Paulo para pregar. Ele, portanto, ousadamente declarou sua prontidão a pregar para qualquer pessoa em Roma.

Perguntas Interativas

  1. O que Paulo queria ter entre os santos romanos ainda que todos os seus esforços para ir a eles tivéssem sido impedidos?
  2. Paulo era o que aos gregos, bárbaros, sábios e ignorantes que o encorajou a estar pronto para pregar o evangelho aos romanos?
  3. Porque Paulo não se envergonhava do evangelho de Cristo?
  4. Para quem primeiramente o evangelho deve ser pregado, ainda que Deus a forneça para todo mundo?

Palavras-Chave

  • Anunciar o evangelho – Apregoar as boas novas de Jesus Cristo
  • Bárbaros – Aqui, os homens que não falavam a língua portuguesa; porém, no geral eram considerados como pessoas não civilizadas
  • Devedor – Alguém obrigado a fazer algo para outro
  • Evangelho – As boas novas da obra completa de Jesus Cristo para salvar a humanidade do pecado
  • Fruto – Aqui, o resultado do ministério do evangelho, especificamente, pecadores sendo salvos do pecado e santos sendo fortalecidos na fé
  • Gentios – Pessoas que não são judeus
  • Grego(s) – Aqui, não meramente pessoas que falavam a língua grega, mas ou (v.14) pessoas que eram civilizadas, ou (v.16) mais geralmente, gentios (não judeus)
  • Irmãos – Aqui, não irmãos de sangue, mas irmãos do Espírito de Deus, em que os romanos e Paulo eram todos na família de Deus por Cristo
  • Judeu – Aqui, aqueles que por sangue são a descendência de Abraão (1900s BC)
  • Primeiro – Aqui, antes de levar o evangelho aos gentios, a pregação dele começou com os judeus; (porém, todos podem ser salvos)
  • Salvação – Libertação do pecado por fé no evangelho

RM006 | Romanos 1:7b a 12 | Paulo Revela o Seu Coração

Texto Bíblico | A Oração Evangelho de Paulo | 1.1.2

Graça e paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Primeiramente dou graças ao meu Deus por Jesus Cristo, acerca de vós todos, porque em todo o mundo é anunciada a vossa .

Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós,

10 Pedindo sempre em minhas orações que nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco.

11 Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados;

12 Isto é, para que juntamente convosco eu seja consolado pela fé mútua, assim vossa como minha.

Comentário

Paulo incluiu uma oração na sua introdução. Desejava que os Romanos tivessem a bênção de Deus (“graça” v.7) nos seus esforços e que a paz de Deus estivesse nos seus corações.

Para crédito de Paulo, em vez de amargura por não ser o pregador responsável pela fé deles, ele mostrou uma atitude muito grata sem inveja. Estava feliz que eles não somente tinham fé, mas que a fé tinha sido publicada por todo o mundo. Paulo, portanto, enfatizou que, com Deus como a sua testemunha, não estava fazendo o ministério do evangelho para ser apenas louvado pelos homens; ele estava servindo no evangelho, para o louvor de Deus—como ele disse, “em meu espírito,” (v.9). Ele sabia que no fim da vida o que importa não é o que o homem acha das suas obras, mas o que Deus acha. Como Provérbios 16:2 diz, “Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito.” (Para um estudo mais avançado, compara o uso da palavra “espírito” in v. 9 com o uso dela em Rm 2:29; 7:6. Note que esta palavra não começa com letra maiúscula.

Também, considere a expressão “em todo o mundo é anunciada a vossa fé” em luz de Cl 1:6, 23. A palavra “mundo” quer dizer [1] todos os povos da terra; [2] todo o mundo conhecido; ou, [3] simplesmente, que qualquer pessoa no mundo que conhecia os romanos também conhecia a sua fé? Note Rm 15:20-24.)

Os homens de Deus são homens que oram. Regularmente oram sobre o que mais lhes importa. Paulo se interessou profundamente na fé dos romanos. Queria que ela seja estabelecida; portanto, continuava a orar por ela. Pedia para Deus lhe dar uma viagem bem sucedida a Roma para que pudesse dar ao povo sã doutrina (“algum dom espiritual” v.11) a fim de que fossem fortalecidos, feitos estáveis (“confortados” ) na sua fé. Ele sabia que isto beneficiava os romanos e ele também. Como ele falou, “para que juntamente convosco eu seja consolado pela fé mútua, assim vossa como minha” (v.12). Isto é a comunhão verdadeira do evangelho, porque se revolve por volta da fé em Jesus Cristo sem a desordem dos assuntos, atrações, agendas e atitudes deste mundo.

Perguntas Interativas

  1. Por que Paulo deu graças a Deus?
  2. Paulo incessantemente fazia menção dos romanos em oração pedindo o que?
  3. O que daria consolação para Paulo e para os romanos?

Palavras-Chave

  • Comunicar – Dar
  • Confortados – Aqui, Fortalecidos ou feitos firmes na fé
  • Dom Espiritual – Aqui, uma compreensão mais profunda de Deus e da Sua Palavra com respeito ao evangelho de Jesus Cristo
  • Espírito – Aqui, o interior de Paulo
  • Evangelho – As boas novas da obra completa de Jesus Cristo para salvar a humanidade do pecado
  • – Aqui, Crença em Jesus Cristo para salvação do pecado
  • mútua – Aqui, confiança em Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador do pecado que ambos Paulo e os crentes romanos tinham
  • Graça – Aqui, o favor de Deus sobre o Seu povo
  • Pai – Aqui, Deus, como aquele que é responsável pelo nascimento espiritual de todos na Sua família por fé em Jesus Cristo
  • Senhor – O título dado a Jesus expressando que Ele é Deus e rei
  • Vontade de Deus – O principal desejo de Deus

RM005 | Romanos 1:1 a 7a | Paulo Revela o Seu Coração

Texto Bíblico | A Saudação Evangelho de Paulo | 1.1.1

1 PAULO, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus.

2 O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras,

3 Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne,

4 Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor,

5 Pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da entre todas as gentes pelo seu nome,

6 Entre as quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo.

7a A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos:

Comentário

Paulo começou esta epístola aos Romanos com uma saudação típica do seu dia (AD 60), embora fosse claramente cristã. Enfatizou o seu serviço, chamado e separação, os quais estabeleceram a sua autoridade no evangelho. (Você pode ler sobre o chamado e serviço de Paulo em Atos 9:1 a 22 e sobre sua separação àquele serviço em Atos 13:1 a 4.)

O evangelho são as boas novas de Jesus Cristo e sua obra completa para salvar a humanidade do pecado. Durante séculos, este evangelho havia sido profetizado por homens santos de Deus. As profecias foram registradas nas “santas escrituras” (v.2), conhecidas hoje como os livros do Velho Testamento de Gênesis a Malaquias. Paulo enfatizou que Jesus Cristo combinava perfeitamente com aquelas profecias em que [1] era o Filho de Deus; [2] o Filho de Davi; e, [3] vitorioso sobre a morte (“pela ressurreição” v.4).

Jesus Cristo, depois de ressuscitar dentre os mortos, dava homens especialmente escolhidos a “graça” (v.5) para pregar o evangelho e realizar milagres. A mensagem viajava rapidamente por todo o mundo conhecido. Os apóstolos viajavam contra a oposição compartilhando com as pessoas a notícia maravilhosa que Deus enviou Seu Filho, Jesus Cristo, cuja morte e ressurreição forneceram a salvação do pecado. Deus dava estes homens a graça para pregar esta mensagem de modo que homens de todas as nações obedecessem seu único mandamento—creiam em Jesus Cristo (“a obediência da fé” v.5).

O evangelho já tinha sido pregado e crido em Roma. (Ninguém sabe quem o levou lá primeiro.) Paulo, portanto, já chamava os recipientes da sua epístola “santos” (v.7), uma palavra que expressa sua natureza transformada; isto é, antes da vinda do evangelho eram pecadores culpados e condenados, agora, por fé, eram sem culpa diante de Deus.

Perguntas Interativas

  1. Para que Deus separou o apóstolo Paulo?
  2. Os profetas de Deus profetizaram a vinda de quem nas Santas Escrituras?
  3. Jesus foi declarado o que pela ressurreição dos mortos?
  4. Onda habitavam os santos que receberam a epístola de Paulo?

Palavras-Chave

  • Apóstolo – Homem direitamente enviado por Jesus para pregar o evangelho
  • Amados – Pessoas queridas a outra pessoa
  • Carne – Aqui, refere-se a humanidade em oposição à divindade (Deus)
  • Chamado(s) – (v.1) Enviado por Deus para realizar uma tarefa específica; (vv.6, 7a) Salvos do pecado por Jesus Cristo
  • Descendência de Davi – O prole do maior rei terrestre de Israel
  • Epístola – Carta
  • Espírito de Santificação – A natureza divina (ou seja, de Deus) de Jesus
  • Evangelho – As boas novas da obra completa de Jesus Cristo para salvar o homem do seu pecado
  • , a – Os ensinos de Jesus, especialmente o evangelho
  • Filho de Deus – Título de Jesus Cristo expressando que Ele é Deus
  • Graça – Aqui, o poder que Deus dá a alguém para servir no ministério do evangelho
  • Pecado – Desobediência a Deus
  • Profetas – Aqui, escritores das Santas Escrituras que prognosticavam a vida e ministério de Jesus Cristo
  • Ressurreição – Voltando à vida
  • Roma – A cidade mais honrada nos dias de Paulo; Onde César habitava
  • Santas Escrituras – Aqui, os escritos especificamente autorado por Deus conhecidos como os livros do Velho Testamento: Gênesis a Malaquias
  • Santos – As pessoas lavadas do pecado pelo sangue de Jesus
  • Senhor – Título dado a Jesus como Deus e rei
  • Servo – Escravo

RM002 | Romanos | Introdução Histórica para Romanos

Deus ama a humanidade. Toda a humanidade, porém, tem pecado. A justiça de Deus, que iguala o Seu amor, requer que Ele castigue a humanidade pelo pecado. De qual maneira pode Deus, que ama toda a humanidade com amor infinito, ainda preservar a vida do homem e permanecer justo? A solução era punir um substituto voluntário cuja vida não era estragada pelo pecado. O Filho de Deus, Jesus Cristo, voluntariamente se tornou o substituto do homem. Foi morto numa cruz de madeira, depois de viver uma vida sem pecado na terra, cuja morte abriu a porta para o perdão da humanidade por Deus.

Jesus nasceu dentre os judeus, o povo especialmente escolhido de Deus. Eles erradamente eram convencidos que sua herança nacional privilegiou-lhes a ter um relacionamento mais perto de Deus. Eles supunham, (que desde que tivessem pessoalmente recebido a Lei direitamente de Deus), que eram superiores sobre outros homens, especificamente os gentios. Os judeus viviam vidas rígidas, com certeza, mas naõ segundo os mandamentos da Lei. Na verdade, eles colocaram interpretações artificiais na Lei que cresciam num corpo de ensinos tão grandes que os separavam do coração da Lei. Jesus vivia segundo o coração da Lei, em toda justiça. Sua vida e pregação, portanto, entraram em grande conflito com os judeus—especialmente, seus líderes. Eles mau-entendiam que suas ações violavam a Lei, quando, na verdade, Jesus simplesmente violavam as suas tradições erradas. Jesus conhecia o coração da Lei, e perfeitamente o seguia.

Jesus pregava aos judeus que eles deveriam se arrepender e voltar à Lei. Ele era o Rei prometido, nascido para reinar sobre os judeus e sobre o mundo, mas suas vidas más não eram suficientes para o seu reino. Ele lhes dizia que suas vidas precisavam ser transformadas para que pudéssem ser adequadas para o reino. Havia aquelas poucas pessoas que percebiam a sua inabilidade para guardar o coração da Lei; elas começavam a seguir Jesus. A maioria dos homens, porém, rejeitavam Jesus. Seus ensinos eram tão contraditórios às tradições judeus e à sua cultura que se interpretavam como blasfêmia contra Deus.

A raiva dos judeus aumentou enquanto a vida justa de Jesus e a Sua pregação contra o pecado danificavam a reputação deles, especialmente quando eram autenticadas por seu poder de sarar os doentes dentre o povo. O líderes judeus mentiam sobre Jesus até que o povo fosse convencido que esta pessoa que fazia de milagres era digno de morte. Deus Pai e Jesus esperavam esta reação; Eles também esperavam que a conspiração a matar Jesus negativamente revelaria a corrupção pecaminosa da humanidade, mas positivamente forneceria a morte necessária para apagar o pecado do homem. Jesus nem lutava contra os judeus nem discutia contra as suas ações. Em silêncio, permitiu-lhes O espancar de forma brutal, zombar dEle e cuspir nEle. Finalmente, O crucificaram numa cruz, como se fosse criminoso vulgar. Os poucos que seguiam Jesus fugiram com pavor e confusão.

A vida e a morte de Jesus eram prognosticadas centenas de anos antes que tudo isso acontecesse, mas parece que relativamente ninguém percebia o vínculo profético. Suas tradições erradas não somente os separavam da Lei, mas também, e mais tragicamente, do seu conhecimento de Jesus Cristo. Não era até Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos e aparecia aos seus discípulos que os homens começavam a perceber quem Jesus realmente era. Seus corações começavam a arder enquanto Ele favala. Ele pacientemente lhes mostrava o que as Escrituras diziam da sua vida, da sua morte e da sua ressurreição. Isto continuou por quarenta dias, depois do qual ele foi arrebatado numa nuvem para o céu. Os discípulos O assistiram ascender, mas somente para ser questionados pelos anjos. Seus corações se preocuparam com Sua volta. Os anjos lhes informaram que Jesus Cristo certamente voltaria da mesma maneira na qual saiu.

Antes de ascender ao céu, o Senhor Jesus disse aos seus discípulos que sua missão estava apenas começando. Eles seriam testemunhas dEle diante dos judeus e dos gentios; porém, precisavam esperar em Jerusalém até Deus deu-lhes poder para esta tarefa. Eles esperavam mesmo por este poder, que veio quando o Espírito Santo desceu nEles uns poucos dias depois. Destes seguidores, o apóstolo Pedro era o líder. Ele pregava principalmente aos judeus. Deus O usava poderosamente para convencer os homens de Jesus; porém, muitos judeus negavam os seus ensinos, assim como negavam os ensinos de Jesus.

Jesus Cristo queria a mensagem da sua ressurreição a ser pregada aos gentios também. O apóstolo Paulo se tornou o pregador aos gentios. Embora no início poucos confiassem nele, se tornou o maior pregador do evangelho do primeiro século. Também, se tornou o escritor da maioria do Novo Testamento, incluindo o livro essencial de Romanos. A cidade de Roma era a maior cidade no mundo naquela época. A grande quantidade de transito internacional ocupava as ruas. Fazia que este lugar fosse um lugar excelente para distribuir a mensagem do evangelho. Paulo desejava muito estar com os seguidores de Jesus que moravam lá, mas devido a certos obstáculos, era adiado. O livro de Romanos ia diante dele como a revelação do seu coração e também como a do coração de Deus. Ajudando a sua credibilidade, demonstrava o entendimento profundo que ele tinha da obra de Jesus Cristo para salvar o home do pecado.

Roma

Paisagem de Roma

O livro de Romanos se tornou o maior livro escrito que explica o significado do evangelho de Jesus Cristo. O Espírito Santo guiava Paulo enquanto escrevia este livro; o conteúdo ecoa o toque de Deus nele—é realmente um livro que transforma vidas. Os fatos históricos de Jesus Cristo são registrados em Mateus, Marcos, Lucas e João, e Ele era profetizado em Gênesis a Malaquias, mas é Romanos que verdadeiramente expõe à humanidade a importância toda deles.

Que Deus o guia enquanto você estuda este livro precioso! Achará seus ensinos sem preço. Quer seja crente ou não, uma olhada com cuidado aos seus conteúdos afeitará o seu pensamento e tem o poder para transformar a sua vida. Nossa oração é que você não simplesmente o leia, mas que você o creia para sua própria salvação do pecado. Que você se torne um dos muitos que já se tornaram a Jesus Cristo. E, esperamos que assim como você entende melhor a sua salvação, você também valorizará cada vez mais o seu Salvador!