RM007 | Romanos 1:13 a 16 | Paulo Revela o Seu Coração

Texto Bíblico | O Propósito Evangelho de Paulo | 1.1.3

13 Não quero, porém, irmãos, que ignoreis que muitas vezes propus ir ter convosco (mas até agora tenho sido impedido) para também ter entre vós algum fruto, como também entre os demais gentios.

14 Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes.

15 E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma.

16 Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.

Comentário

Deus fez Paulo um pregador efetivo (Cl 1:23) entre os gentios para que muitos se virassem a Jesus Cristo (I Co 15:9, 10). Paulo queria ver o mesmo resultado (“fruto” v.13) entre os gentios romanos. Deus, porém, ainda não o permitiu ir lá.

Paulo afirmou que estava “pronto para…anunciar o evangelho” (v.15) aos gentios em Roma por duas razões. Primeiro, ele sabia que Deus tinha o escolhido a trabalhar entre os gentios (At 9:15; 22:21; 28:28)—como ele disse: “Sou devedor” (v.14).

Segundo, ele sabia que o evangelho tinha “poder” (v.16) para salvar os gentios. Eles podiam ir a Cristo para a salvação tanto quanto qualquer judeu.

Estas duas razões, no entanto, têm suas implicações. A primeira é que todo gentio (quer seja inteligente ou não) era digno de ouvir a mensagem. Deus, que não faz acepção de pessoas (At 10:34), estimava os gentios iguais aos judeus.

A segunda implicação é que o evangelho não precisa de acessório nenhum para lhe dar poder. Os gentios não precisavam fazer nada exceto crer no evangelho para serem salvos.

Estas duas razões e suas implicações liberaram Paulo para pregar. Ele, portanto, ousadamente declarou sua prontidão a pregar para qualquer pessoa em Roma.

Perguntas Interativas

  1. O que Paulo queria ter entre os santos romanos ainda que todos os seus esforços para ir a eles tivéssem sido impedidos?
  2. Paulo era o que aos gregos, bárbaros, sábios e ignorantes que o encorajou a estar pronto para pregar o evangelho aos romanos?
  3. Porque Paulo não se envergonhava do evangelho de Cristo?
  4. Para quem primeiramente o evangelho deve ser pregado, ainda que Deus a forneça para todo mundo?

Palavras-Chave

  • Anunciar o evangelho – Apregoar as boas novas de Jesus Cristo
  • Bárbaros – Aqui, os homens que não falavam a língua portuguesa; porém, no geral eram considerados como pessoas não civilizadas
  • Devedor – Alguém obrigado a fazer algo para outro
  • Evangelho – As boas novas da obra completa de Jesus Cristo para salvar a humanidade do pecado
  • Fruto – Aqui, o resultado do ministério do evangelho, especificamente, pecadores sendo salvos do pecado e santos sendo fortalecidos na fé
  • Gentios – Pessoas que não são judeus
  • Grego(s) – Aqui, não meramente pessoas que falavam a língua grega, mas ou (v.14) pessoas que eram civilizadas, ou (v.16) mais geralmente, gentios (não judeus)
  • Irmãos – Aqui, não irmãos de sangue, mas irmãos do Espírito de Deus, em que os romanos e Paulo eram todos na família de Deus por Cristo
  • Judeu – Aqui, aqueles que por sangue são a descendência de Abraão (1900s BC)
  • Primeiro – Aqui, antes de levar o evangelho aos gentios, a pregação dele começou com os judeus; (porém, todos podem ser salvos)
  • Salvação – Libertação do pecado por fé no evangelho

RM005 | Romanos 1:1 a 7a | Paulo Revela o Seu Coração

Texto Bíblico | A Saudação Evangelho de Paulo | 1.1.1

1 PAULO, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus.

2 O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras,

3 Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne,

4 Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor,

5 Pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da entre todas as gentes pelo seu nome,

6 Entre as quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo.

7a A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos:

Comentário

Paulo começou esta epístola aos Romanos com uma saudação típica do seu dia (AD 60), embora fosse claramente cristã. Enfatizou o seu serviço, chamado e separação, os quais estabeleceram a sua autoridade no evangelho. (Você pode ler sobre o chamado e serviço de Paulo em Atos 9:1 a 22 e sobre sua separação àquele serviço em Atos 13:1 a 4.)

O evangelho são as boas novas de Jesus Cristo e sua obra completa para salvar a humanidade do pecado. Durante séculos, este evangelho havia sido profetizado por homens santos de Deus. As profecias foram registradas nas “santas escrituras” (v.2), conhecidas hoje como os livros do Velho Testamento de Gênesis a Malaquias. Paulo enfatizou que Jesus Cristo combinava perfeitamente com aquelas profecias em que [1] era o Filho de Deus; [2] o Filho de Davi; e, [3] vitorioso sobre a morte (“pela ressurreição” v.4).

Jesus Cristo, depois de ressuscitar dentre os mortos, dava homens especialmente escolhidos a “graça” (v.5) para pregar o evangelho e realizar milagres. A mensagem viajava rapidamente por todo o mundo conhecido. Os apóstolos viajavam contra a oposição compartilhando com as pessoas a notícia maravilhosa que Deus enviou Seu Filho, Jesus Cristo, cuja morte e ressurreição forneceram a salvação do pecado. Deus dava estes homens a graça para pregar esta mensagem de modo que homens de todas as nações obedecessem seu único mandamento—creiam em Jesus Cristo (“a obediência da fé” v.5).

O evangelho já tinha sido pregado e crido em Roma. (Ninguém sabe quem o levou lá primeiro.) Paulo, portanto, já chamava os recipientes da sua epístola “santos” (v.7), uma palavra que expressa sua natureza transformada; isto é, antes da vinda do evangelho eram pecadores culpados e condenados, agora, por fé, eram sem culpa diante de Deus.

Perguntas Interativas

  1. Para que Deus separou o apóstolo Paulo?
  2. Os profetas de Deus profetizaram a vinda de quem nas Santas Escrituras?
  3. Jesus foi declarado o que pela ressurreição dos mortos?
  4. Onda habitavam os santos que receberam a epístola de Paulo?

Palavras-Chave

  • Apóstolo – Homem direitamente enviado por Jesus para pregar o evangelho
  • Amados – Pessoas queridas a outra pessoa
  • Carne – Aqui, refere-se a humanidade em oposição à divindade (Deus)
  • Chamado(s) – (v.1) Enviado por Deus para realizar uma tarefa específica; (vv.6, 7a) Salvos do pecado por Jesus Cristo
  • Descendência de Davi – O prole do maior rei terrestre de Israel
  • Epístola – Carta
  • Espírito de Santificação – A natureza divina (ou seja, de Deus) de Jesus
  • Evangelho – As boas novas da obra completa de Jesus Cristo para salvar o homem do seu pecado
  • , a – Os ensinos de Jesus, especialmente o evangelho
  • Filho de Deus – Título de Jesus Cristo expressando que Ele é Deus
  • Graça – Aqui, o poder que Deus dá a alguém para servir no ministério do evangelho
  • Pecado – Desobediência a Deus
  • Profetas – Aqui, escritores das Santas Escrituras que prognosticavam a vida e ministério de Jesus Cristo
  • Ressurreição – Voltando à vida
  • Roma – A cidade mais honrada nos dias de Paulo; Onde César habitava
  • Santas Escrituras – Aqui, os escritos especificamente autorado por Deus conhecidos como os livros do Velho Testamento: Gênesis a Malaquias
  • Santos – As pessoas lavadas do pecado pelo sangue de Jesus
  • Senhor – Título dado a Jesus como Deus e rei
  • Servo – Escravo

RM002 | Romanos | Introdução Histórica para Romanos

Deus ama a humanidade. Toda a humanidade, porém, tem pecado. A justiça de Deus, que iguala o Seu amor, requer que Ele castigue a humanidade pelo pecado. De qual maneira pode Deus, que ama toda a humanidade com amor infinito, ainda preservar a vida do homem e permanecer justo? A solução era punir um substituto voluntário cuja vida não era estragada pelo pecado. O Filho de Deus, Jesus Cristo, voluntariamente se tornou o substituto do homem. Foi morto numa cruz de madeira, depois de viver uma vida sem pecado na terra, cuja morte abriu a porta para o perdão da humanidade por Deus.

Jesus nasceu dentre os judeus, o povo especialmente escolhido de Deus. Eles erradamente eram convencidos que sua herança nacional privilegiou-lhes a ter um relacionamento mais perto de Deus. Eles supunham, (que desde que tivessem pessoalmente recebido a Lei direitamente de Deus), que eram superiores sobre outros homens, especificamente os gentios. Os judeus viviam vidas rígidas, com certeza, mas naõ segundo os mandamentos da Lei. Na verdade, eles colocaram interpretações artificiais na Lei que cresciam num corpo de ensinos tão grandes que os separavam do coração da Lei. Jesus vivia segundo o coração da Lei, em toda justiça. Sua vida e pregação, portanto, entraram em grande conflito com os judeus—especialmente, seus líderes. Eles mau-entendiam que suas ações violavam a Lei, quando, na verdade, Jesus simplesmente violavam as suas tradições erradas. Jesus conhecia o coração da Lei, e perfeitamente o seguia.

Jesus pregava aos judeus que eles deveriam se arrepender e voltar à Lei. Ele era o Rei prometido, nascido para reinar sobre os judeus e sobre o mundo, mas suas vidas más não eram suficientes para o seu reino. Ele lhes dizia que suas vidas precisavam ser transformadas para que pudéssem ser adequadas para o reino. Havia aquelas poucas pessoas que percebiam a sua inabilidade para guardar o coração da Lei; elas começavam a seguir Jesus. A maioria dos homens, porém, rejeitavam Jesus. Seus ensinos eram tão contraditórios às tradições judeus e à sua cultura que se interpretavam como blasfêmia contra Deus.

A raiva dos judeus aumentou enquanto a vida justa de Jesus e a Sua pregação contra o pecado danificavam a reputação deles, especialmente quando eram autenticadas por seu poder de sarar os doentes dentre o povo. O líderes judeus mentiam sobre Jesus até que o povo fosse convencido que esta pessoa que fazia de milagres era digno de morte. Deus Pai e Jesus esperavam esta reação; Eles também esperavam que a conspiração a matar Jesus negativamente revelaria a corrupção pecaminosa da humanidade, mas positivamente forneceria a morte necessária para apagar o pecado do homem. Jesus nem lutava contra os judeus nem discutia contra as suas ações. Em silêncio, permitiu-lhes O espancar de forma brutal, zombar dEle e cuspir nEle. Finalmente, O crucificaram numa cruz, como se fosse criminoso vulgar. Os poucos que seguiam Jesus fugiram com pavor e confusão.

A vida e a morte de Jesus eram prognosticadas centenas de anos antes que tudo isso acontecesse, mas parece que relativamente ninguém percebia o vínculo profético. Suas tradições erradas não somente os separavam da Lei, mas também, e mais tragicamente, do seu conhecimento de Jesus Cristo. Não era até Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos e aparecia aos seus discípulos que os homens começavam a perceber quem Jesus realmente era. Seus corações começavam a arder enquanto Ele favala. Ele pacientemente lhes mostrava o que as Escrituras diziam da sua vida, da sua morte e da sua ressurreição. Isto continuou por quarenta dias, depois do qual ele foi arrebatado numa nuvem para o céu. Os discípulos O assistiram ascender, mas somente para ser questionados pelos anjos. Seus corações se preocuparam com Sua volta. Os anjos lhes informaram que Jesus Cristo certamente voltaria da mesma maneira na qual saiu.

Antes de ascender ao céu, o Senhor Jesus disse aos seus discípulos que sua missão estava apenas começando. Eles seriam testemunhas dEle diante dos judeus e dos gentios; porém, precisavam esperar em Jerusalém até Deus deu-lhes poder para esta tarefa. Eles esperavam mesmo por este poder, que veio quando o Espírito Santo desceu nEles uns poucos dias depois. Destes seguidores, o apóstolo Pedro era o líder. Ele pregava principalmente aos judeus. Deus O usava poderosamente para convencer os homens de Jesus; porém, muitos judeus negavam os seus ensinos, assim como negavam os ensinos de Jesus.

Jesus Cristo queria a mensagem da sua ressurreição a ser pregada aos gentios também. O apóstolo Paulo se tornou o pregador aos gentios. Embora no início poucos confiassem nele, se tornou o maior pregador do evangelho do primeiro século. Também, se tornou o escritor da maioria do Novo Testamento, incluindo o livro essencial de Romanos. A cidade de Roma era a maior cidade no mundo naquela época. A grande quantidade de transito internacional ocupava as ruas. Fazia que este lugar fosse um lugar excelente para distribuir a mensagem do evangelho. Paulo desejava muito estar com os seguidores de Jesus que moravam lá, mas devido a certos obstáculos, era adiado. O livro de Romanos ia diante dele como a revelação do seu coração e também como a do coração de Deus. Ajudando a sua credibilidade, demonstrava o entendimento profundo que ele tinha da obra de Jesus Cristo para salvar o home do pecado.

Roma

Paisagem de Roma

O livro de Romanos se tornou o maior livro escrito que explica o significado do evangelho de Jesus Cristo. O Espírito Santo guiava Paulo enquanto escrevia este livro; o conteúdo ecoa o toque de Deus nele—é realmente um livro que transforma vidas. Os fatos históricos de Jesus Cristo são registrados em Mateus, Marcos, Lucas e João, e Ele era profetizado em Gênesis a Malaquias, mas é Romanos que verdadeiramente expõe à humanidade a importância toda deles.

Que Deus o guia enquanto você estuda este livro precioso! Achará seus ensinos sem preço. Quer seja crente ou não, uma olhada com cuidado aos seus conteúdos afeitará o seu pensamento e tem o poder para transformar a sua vida. Nossa oração é que você não simplesmente o leia, mas que você o creia para sua própria salvação do pecado. Que você se torne um dos muitos que já se tornaram a Jesus Cristo. E, esperamos que assim como você entende melhor a sua salvação, você também valorizará cada vez mais o seu Salvador!