RM033 | Romanos 5:6 a 11 | Os Resultados da Justificação pela Fé

Texto Bíblico | Justificação pela Fé Dá ao Homem a Demonstração sem Igual do Amor de Deus | 5.1.4

6 Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.

Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.

8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

Texto Bíblico | Justificação pela Fé Dá ao Homem Reconciliação com Deus | 5.1.5

Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.

10 Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.

11 E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.

Comentário

Jesus Cristo morreu pela humanidade no tempo perfeito (v.6). Ele não era nem cedo nem tarde. A sua morte veio quando era bem óbvio que o homem precisava dEle. Todos os esforços do homem para fazer as coisas por si mesmo ao longo do tempo têm falhado. A história condena a humanidade como desesperadamente culpada diante de Deus. Isso magnifica o amor de Deus (e dá ao crente a maior razão para colocar a fé nEle). Ainda que poucos morram por alguém que não está machucando outros, ou ainda que alguns talvez morram por um homem que tem a vontade de ajudar outros (v.7), Jesus Cristo morreu pelos pecadores (v.8)! Não há amor maior do que isso! (Para um estudo mais avançado considere como um crente pode esperar para a graça de Deus suprir as suas necessidades na hora certa como a morte de Cristo pelos ímpios aconteceu na hora certa. Esta  é a conexão entre versículos 1 a 5 e 6 a 8.)


Versículo 9 começa com os famosos quatro “muito maises” de capítulo 5. (Estes são famosos porque maravilhosamente mostram que a grande obra de Deus através de Cristo excede o dano causado pelo pecado. Também, a obra de Cristo para justificar pecadores é superior a qualquer outra oferta feita por religões rivais.)

Primeiro, desde que Deus justifique pecadores pela morte (“sangue” v.9) de Jesus Cristo, então Ele “muito mais” jamais mostrará raiva (“ira”) estando agora desculpados. Isto plenamente significa que um homem que tem sido justificado permanecerá justificado. Segundo, desde que Deus estivesse disposto a trazer seus inimigos de volta no seu favor pela morte do Seu Filho, então “muito mais” os guardará no Seu favor, sendo agora Seus amigos, e Ele tem ressuscitado dos mortos (v.10).

Paulo então interpõe uma terceira razão depois do segundo “muito mais.” Ele disse: “E não somente isto, mas também nos gloriamos” (v.11). Lembre-se de que a primeira razão que crentes se gloriam é porque têm a esperança da glória de Deus (v.2). A segunda é que têm a graça de Deus em tribulação (v.3). Agora, a terceira é que têm Deus mesmo através da reconciliação de Jesus Cristo. Não há uma maior razão para se gloriar!

Perguntas Interativas

  1.  A qual tempo Cristo morreu pelos ímpios da humanidade?
  2. O que somos quando Cristo morreu por nós?
  3. O que nos justifica?
  4. O que nos reconcilia com Deus?

Palavras-Chave

  • Gloriamos – Aqui, regozijamos
  • Ímpios – Sem Deus; maus
  • Ira – Raiva
  • Justificados – Ser feito desculpado diante de Deus
  • Justo – Sem culpa
  • Pecadores – Os que têm a propensão para o mal
  • Prova – Demonstra de tal forma que não há mais uma dúvida
  • Reconciliação – Relacionamento restaurado
  • Reconciliados – Os cujo relacionamento está restaurado

RM029 | Romanos 4:14 a 22 | Deus Aceita a Fé para o Proveito de Todos

Texto Bíblico | As Sagradas Escrituras Mostram que a Fé É Imputada por Justiça para o Proveito de Toda a Humanidade | 4.2.2

14 Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a é e a promessa é aniquilada.

15 Porque a lei opera a ira. Porque onde não há lei também não há transgressão.

16 Portanto, é pela , para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da que teve Abraão, o qual é pai de todos nós,

17 (Como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem.

18 O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência.

19 E não enfraquecendo na , nào atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara.

20 E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na , dando glória a Deus,

21 E estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.

22 Assim isso lhe foi também imputado como justiça.

 Comentário

A fé é e deve ser o único caminho para receber a promessa do direito de herança. Segundo Paulo, se em vez da fé, alguém é requerido guardar a lei, então há três ensinos-chave da Escritura que se tornam sem propósito: [1] a fé, [2] a promessa de Deus e [3] a graça.

Primeiro, se o direito de herança fosse pela lei, a Escritura não teria razão nenhuma a mencionar fé (v.14). Segundo, a promessa de Deus permaneceria não realizada porque o homem não consegue obedecer a lei (v.16). Terceiro, desvaloriza a graça de Deus. A graça é a bondade de Deus para aqueles que não a merecem. Isto significa que se o homem pudesse guardar a lei (que é impossível) o galardão não seria mais um dom, mas sim um pagamento, como se Deus o devesse.

Deus simplesmente quer que Sua promessa seja pela fé. Isto [1] permite-O mostrar a Sua graça; [2] faz a promessa disponível a todos que estão dispostos a confiá-LO para a receber; e [3] guarda Sua promessa a Abraão.

Deus também prometeu para Abraão que seria  “pai de muitas nações” (v.17). Veja Gn 17:4. Isto corresponde com a promessa que ele seria o “herdeiro do mundo” (Rm 4:13). Ambos se referem ao tempo quando Jesus Cristo será o Rei da terra, e todas as pessoas da fé serão seus sujeitos amorosos. Sendo o caso, a ideia judaica que o cumprimento da promessa foi um mundo reinado pela nação judaica não foi exatamento verdadeiro. Somente os que têm fé, judeus ou gentios. serão permitidos neste reino.

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Paulo entendeu que a fé de Abraão era tal que Deus poderia dar vida aos mortos. Ambos Abraão e a sua esposa, Sara, eram velhos e incapazes fisicamente de terem filhos. Além disso, Sara nunca tinha filho. Isto quis dizer que um milagre de nova vida foi requerido. Abraão aceitou a promessa de Deus sem enfraquecer na fé. Quando parecia que ele não deveria esperar nada (“contra a esperança” v.18) ele osadamente esperou (“creu contra a esperança”) que Deus tinha este poder. Foi convencido que Deus o poderia e o faria; portanto, louvou a Deus (v.20). Deus viu esta fé em Abraão, foi agradado, e a imputou-lhe como justiça (v.22; Gn 15:6). Por Abraão, então, Paulo mostra muito claramente que Deus não se interessa na nossa habilidade imperfeita a guardarmos a lei, mas se interessa em nossa fé nEle.

Perguntas Interativas

  1. O que aniquilaria a promessa para Abraão, se fosse a verdade?
  2. A qual fim Deus queria que a promessa seja pela graça por meio da fé?
  3. O que Abraão deu que mostrou que não enfraqueceu na fé ainda que o seu corpo e o ventre da Sara estavam amortecidos?
  4. Quão persuadido estava Abraão que Deus tinha o poder para fazer o que prometeu?

Palavras-Chave

  • Abraão – Antepassado principal dos judeus (1900s a.C.)
  • Amortecido – Aqui, não capaz de reproduzir
  • Amortecimento – Aqui, a inabilidade de reproduzir
  • Descendência – Filhos
  • Esperança – Expectativa ousada
  • – Confiança
  • Glória – Aqui, dar a Deus o crédito pela benção
  • Graça – Bondade de Deus aos que não merecem
  • Herdeiros – Aqueles que recebem algo lhes separado
  • Imputado – Atribuído
  • Ira – Raiva
  • Justiça – Aquilo que alcança o padrão de DEus
  • Lei – Aqui, o padrão de Deus do bem e do mal dado aos judeus
  • Posteridade – Filhos
  • Sara – Esposa idosa de Abraão
  • Transgressão – Pecado; Atravessar a linha que Deus desenhou
  • – Sem propósito
  • Vivifica – Faz vivo; Dá vida

RM020 | Romanos 3:5 a 8 | A Vantagem do Judeu Revelada por Objeções Judaicos

Texto Bíblico | A Injustiça do Homem Magnifica a Justiça de Deus Embora Deus Odeie a Injustiça | 3.1.3

E, se a nossa injustiça for causa da justiça de Deus, que diremos? Porventura será Deus injusto, trazendo ira sobre nós? (Falo como homem. )

De maneira nenhuma; de outro modo, como julgará Deus o mundo?

Texto Bíblico | Deus é Justo Condenar um Homem que Faz a Salvação uma Razão para Pecar por Alegar que o Pecado Glorificará a Deus | 3.1.4

Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador?

E por que não dizemos (como somos blasfemados, e como alguns dizem que dizemos): Façamos males, para que venham bens? A condenação desses é justa.

Comentário

Em terceiro lugar, o judeu argumentava que Deus não é justo estar com raiva contra aqueles cujo mal faz a bondade dEle parecer até melhor (v.5). Esta ideia néscia foi ouvida por Paulo mais que uma vez, mas o fato permanece que ainda que a bondade de Deus seja magnificada pelo pecado do homem, Ele ainda julgará todos os homens (v.6).


Em quarto lugar, os judeus argumentava se as mentiras e as obras más do homem fazem a bondade de Deus parecer melhor, então Paulo estava levando pessoas a viver no mal a fim de honrar a bondade de Deus. Paulo nunca disse isso e, portanto, não argumenta este ponto. Em vez disso, ele diz: “A condenação desses é justo” (v.8), pelo qual calou as bocas dos seus adversários nesta questão. Ele pensava Deus ser perfeitamente justo a condenar qualquer um que usa o evangelho como razão de viver no mal. (Note: Em v.6 Paulo disse: “Falo como homem.” Ele queria dizer que estava falando como se ele mesmo fosse seu adversário. Você achará Paulo fazendo isto em vv.7, 8, exceto o parêntese e a última frase sobre condenação. Entender isto faz sentido dos versículos.)

Perguntas Interativas

  1. O que alguns falsamente dissem que Paulo ensinava?
  2. Deus é injusto vingar o homem quando o pecado do homem, na verdade, exalta a justiça de Deus?

Palavras-Chave

  • Abundou – Ir além de um limite
  • Blasfemados – Zombados
  • Glória – Honra
  • Injustiça – Aquilo que está destituido do padrão de Deus e não é aceitável a Deus
  • Injusto – Alguém ou algo destituído da glória de Deus
  • Ira – Raiva de Deus expressada em vingança contra o pecado
  • Julgará – Aqui, determinará quem é justo e quem é injusto
  • Justiça – Aquilo que consegue o padrão de Deus
  • Mundo – Humanidade
  • Pecador – Entregue ao mal
  • Verdade – Interpretação absolutamente correta da realidade

RM013 | Romanos 2:1 a 5 | Deus Julga Todo Homem

Texto Bíblico | Deus Julgará Todo Homem Segundo a Verdade | 2.1.1

PORTANTO, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.

2 E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem.

E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?

Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?

Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus;

Comentário

No primeiro capítulo, Paulo concluiu que todos os homens são culpados diante de Deus e dignos de morte, porque eles foram entregues às iniquidades do sentimento perverso. Em capítulo dois, Paulo relembra seus leitores de que, desde que todo mundo seja culpado, eles devem ser muito cautelosos para julgar os outros, porque estão simplesmente se condenando à mesma punição. Paulo use o título “ó homem” (v.1). Está reduzindo o ponto-de-vista do crítico de si mesmo. Em essência, Paulo está dizendo: “Você também é somente humano—pecaminoso e morrerá logo. Quem é você para olhar para baixo sobre os outros? Só Deus sabe quão pecaminoso alguém seja.” Assim, alguém não deve se preocupar com aquilo que o homem pensa sobre ele; só o julgamento de Deus é importante.

Robert Lewis Dabney no seu Cristo, Nosso Substituto Penal ensina que há três tipos de culpa. Entendê-los ajudará nosso entendimento da ideia “juízo.” Primeiro, há culpa sentimental que não é nada mais que sentimentos culpados. Segundo, há culpa potencial que é a sua culpa medida pela sociedade. Terceiro, há culpa literal que é a medida divina do seu pecado.

Como Deus, então, julga os homens? É “segunda a verdade” (v.2). Não importa o que as pessoas crêem sobre o mal, seu veredito é somente potencial; o veredito de Deus, porém, é e será sempre verdadeiro.

Infelizmente, a humanidade acha menos do seu pecado que Deus acha. Deus vê o pecado como “excessivamente malgino” (Rm 7:13) e “digno de morte” (Rm 1:32; 6:23). O home mede o pecado por seus sentimentos, suas circunstâncias e sua cultura. Ele, além disso, sente a liberdade para julgar os pecados dos outros, mas não se permite a ser colocado sob o mesmo escrutínio.

Quando um homem julga que os outros sejam mais culpados que ele, é porque ele foi cegado. Lembre-se de que Deus disse: “O seu coração insensato se obscureceu” (Rm 1:21). Neste capítulo, Paulo penetra esta escuridão. Faz duas perguntas. Primeiro, “Você realmente crê que Deus não vai ver seu pecado” (v.3)? Segundo, “Você não cuidou que Deus, por Sua bondade e misericórdia, lhe deu o tempo para se arrepender do seu pecado” (v.4)?

Essencialmente, o homem crítico está amontando para si a raiva de Deus. Seu coração duro e teimoso talvez se cegue da sua culpa, mas Deus não é tão facilmente enganado.

O dia do julgamento de Deus está vindo. O veredito preciso de todo pecado do homem será manifesto. É melhor que a alma de coração endurecido se arrependa do que vá no julgamento sozinho.

Perguntas Interativas

  1. Como é que um homem se condena por julgar os outros?
  2. Segundo o que Deus julgará o homem?
  3. O que leva o homem ao arrependimento, mas é desprezado por aqueles que não se julgam em verdade?
  4. Qual coisa terrível os homens entesouram para si mesmo enquanto endurecem seus corações (em vez de se arrepender do seu pecado)?

Palavras-Chave

  • Arrependimento – Uma mudança de coração sobre o pecado
  • Condenas – Você conclui que você mesmo é mau e digno de punição
  • Desprezas – Você pensa pouco em; desdenha
  • Impenitente – Não disposto a concordar que suas obras são más
  • Iniquidades – Más obras; pecados; atividades perversas
  • Ira – Raiva
  • Juízo – Sentenciar os malfeitores à sua punição
  • Longanimade – Paciência
  • Manifestação – Revelação; Dar a conhecer
  • Sentimento Perverso – Inadequado; Náufrago
  • Verdade – Interpretação correta da realidade