RM013 | Romanos 2:1 a 5 | Deus Julga Todo Homem

Texto Bíblico | Deus Julgará Todo Homem Segundo a Verdade | 2.1.1

PORTANTO, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.

2 E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem.

E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?

Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?

Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus;

Comentário

No primeiro capítulo, Paulo concluiu que todos os homens são culpados diante de Deus e dignos de morte, porque eles foram entregues às iniquidades do sentimento perverso. Em capítulo dois, Paulo relembra seus leitores de que, desde que todo mundo seja culpado, eles devem ser muito cautelosos para julgar os outros, porque estão simplesmente se condenando à mesma punição. Paulo use o título “ó homem” (v.1). Está reduzindo o ponto-de-vista do crítico de si mesmo. Em essência, Paulo está dizendo: “Você também é somente humano—pecaminoso e morrerá logo. Quem é você para olhar para baixo sobre os outros? Só Deus sabe quão pecaminoso alguém seja.” Assim, alguém não deve se preocupar com aquilo que o homem pensa sobre ele; só o julgamento de Deus é importante.

Robert Lewis Dabney no seu Cristo, Nosso Substituto Penal ensina que há três tipos de culpa. Entendê-los ajudará nosso entendimento da ideia “juízo.” Primeiro, há culpa sentimental que não é nada mais que sentimentos culpados. Segundo, há culpa potencial que é a sua culpa medida pela sociedade. Terceiro, há culpa literal que é a medida divina do seu pecado.

Como Deus, então, julga os homens? É “segunda a verdade” (v.2). Não importa o que as pessoas crêem sobre o mal, seu veredito é somente potencial; o veredito de Deus, porém, é e será sempre verdadeiro.

Infelizmente, a humanidade acha menos do seu pecado que Deus acha. Deus vê o pecado como “excessivamente malgino” (Rm 7:13) e “digno de morte” (Rm 1:32; 6:23). O home mede o pecado por seus sentimentos, suas circunstâncias e sua cultura. Ele, além disso, sente a liberdade para julgar os pecados dos outros, mas não se permite a ser colocado sob o mesmo escrutínio.

Quando um homem julga que os outros sejam mais culpados que ele, é porque ele foi cegado. Lembre-se de que Deus disse: “O seu coração insensato se obscureceu” (Rm 1:21). Neste capítulo, Paulo penetra esta escuridão. Faz duas perguntas. Primeiro, “Você realmente crê que Deus não vai ver seu pecado” (v.3)? Segundo, “Você não cuidou que Deus, por Sua bondade e misericórdia, lhe deu o tempo para se arrepender do seu pecado” (v.4)?

Essencialmente, o homem crítico está amontando para si a raiva de Deus. Seu coração duro e teimoso talvez se cegue da sua culpa, mas Deus não é tão facilmente enganado.

O dia do julgamento de Deus está vindo. O veredito preciso de todo pecado do homem será manifesto. É melhor que a alma de coração endurecido se arrependa do que vá no julgamento sozinho.

Perguntas Interativas

  1. Como é que um homem se condena por julgar os outros?
  2. Segundo o que Deus julgará o homem?
  3. O que leva o homem ao arrependimento, mas é desprezado por aqueles que não se julgam em verdade?
  4. Qual coisa terrível os homens entesouram para si mesmo enquanto endurecem seus corações (em vez de se arrepender do seu pecado)?

Palavras-Chave

  • Arrependimento – Uma mudança de coração sobre o pecado
  • Condenas – Você conclui que você mesmo é mau e digno de punição
  • Desprezas – Você pensa pouco em; desdenha
  • Impenitente – Não disposto a concordar que suas obras são más
  • Iniquidades – Más obras; pecados; atividades perversas
  • Ira – Raiva
  • Juízo – Sentenciar os malfeitores à sua punição
  • Longanimade – Paciência
  • Manifestação – Revelação; Dar a conhecer
  • Sentimento Perverso – Inadequado; Náufrago
  • Verdade – Interpretação correta da realidade

RM011 | Romanos 1:28 a 32 | O Homem Revela a Sua Rejeição de Deus

Texto Bíblico | Iniquidades (Fase 05): Deus Entregou o Homem a um Sentimento Perverso  | 1.3.5

28 E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;

29 Estando cheios de toda a iniqüidade, fornicação, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;

30 Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;

31 Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;

32 Os quais, conhecendo o juízo de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.

Comentário

O último ponto de Paulo em capítulo um é que a queda do homem no pecado inclui todo mundo. Todos são pecaminosos. (Note as palavras “já dantes” em Rm 3:9; veja também 3:23). A rejeição de Deus começou com ingratidão, mas foi rapidamente para a idolatria e a imoralidade. Agora, o homem é completamente corrupto e culpado de várias iniqüidades.

Paulo enfatizou que primeiramente, Deus entregou o homem às concupiscências de seu coração e à imundícia; segundo, Deus o abandonou às paixões infames; e, agora, terceiro, o entregou a um sentimento perverso.

O sentimento perverso faz o que quiser, mesmo se o desejo for destrutivo para si ou para outros. É uma mente completamente sem Deus.

Há somente duas razões que o sentimento perverso faria o bem. [1] Há uma punição definida por não fazer o bem; ou, [2] há um galardão definido por fazer o bem. As vezes, mesmo estes não corrigem o sentimento perverso. (No final das contas, o sentimento perverso só faz o bem quando for conveniente.)

As iniqüidades do sentimento perverso completam a queda do homem longe de Deus. Note que esta lista inclui os pecados que muitos nem consideram pecados horríveis: “avareza,” “contenda,” “murmuradores” ou “desobedientes aos pais e às mães” (vv. 29 e 30). O ponto de Paulo é claro. Todos os homens são culpados destas más obras; portanto, todos os homens têm sentimentos perversos, e já rejeitaram a Deus e estão vivendo à parte dEle. O fato que não reconhecemos que nossas más obras são desonráveis como as obras de outros demonstra que temos um sentimento perverso. (Paulo falará mais sobre isso no próximo capítulo.)

Paulo conclui este capítulo por trazer todas as obras diante dos olhos de Deus. Quando Deus vê estas obras, não os avalia diferentemente. Nenhum é menos digno de castigo que o outro. Paulo disse: “São dignos de morte os que tais coisas praticam” (v.32). Até que ponto o homem passou de Deus então, que não somente comete estas obras, mas, como Paulo diz, “consentem aos que as fazem”?

Perguntas Interativas

  1. Ao qual Deus entregou o homem para ele fazer coisas que não convêm?
  2. Qual é o castigo digno para as obras que não convêm do sentimento perverso?

Palavras-Chave

  • Avareza – Ganância; cobiça; querendo aquilo que não deve querer
  • Convêm – Não é conveniente; não é apropriado
  • Detratores – Difamadores; Caluniadores
  • Dignos – Tendo peso suficiente
  • Fornicação – Atividade sexual fora de um casamento sancionado por Deus
  • Iniqüidade – Más obras; pecados; atividades perversas
  • Maldade – Depravação; corrupção; crueldade
  • Malícia – Inclinação para o mal
  • Malignidade – Malvadez; mau caráter; depravação de coração e vida; sutileza maligna; astúcia maliciosa
  • Sentimento perverso –  Disposição mental reprovável; maneira de pensar que não é aprovada