Definições de Palavras Importantes

O foco deste glossário é o evangelho. Todos os termos se encontram na versão ACF da Bíblia. As definições enfatizam o relacionamento do termo com a salvação. Se não encontrar um termo importante ou se tiver uma dúvida, entre em contato conosco aqui.

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A

Abraão

Por crer em Jesus alguém é salvo (At 16:31; Ef 2:8, 9). Abraão é chamado o “pai de todos os que crêem” (Rm 4:11), sendo a primeira pessoa cuja fé é notada na Bíblia (Gn 15:6). Alí Deus prometeu-lhe um filho, como seu herdeiro (Gn 15:4 e 5). Esta promessa foi ligada à promessa dada a Eva (Gn 3:15), porque ambas falam de um filho. No Velho Testamento há sempre uma promessa de um filho que nascerá e será ungido para a obra de salvar o seu povo (Is 9:6; 53). O povo de Israel chama este filho prometido o Messias (Dn 9:25 e 26). Hoje esta palavra, Messias, é traduzida Cristo (Jo 1:41; 4:25). A promessa de um filho para Abraão, então, representa a promessa do Salvador eterno, Jesus (Mt 1:21), que também é considerado o filho de Abraão (Mt 1:1). Então, quando Abraão colocou sua fé nesta promessa de um filho, igualmente colocou sua fé em Jesus, sem saber do nome dEle. Vendo esta fé no Cristo, o Senhor imputou-lhe isto por justiça” (Gn 15:6). Abraão precisava da justiça de Deus porque as suas justiças (boas obras) não eram suficiente para salvá-lo (Is 64:6). Paulo, o apóstolo, explica que é a justiça que Deus deu a Abraão que o justificou (Rm 3:21 a 5:1). Abraão é, portanto, importante porque mostra que mesmo no Velho Testamento, onde se encontra a lei de Moisés, ainda a salvação é pela fé (Rm 4:5). [Textos principais: Gn 15; Rm 4]

Abundar

A lei de Deus revela que o pecado do homem é excessivamente maligno (Rm 7:13). No princípio, o primeiro homem (Adão) era inocente, mas sendo tentado, quebrou o único mandamento lhe dado, e morreu (Gn 2:17). A sua descendência também peca e morre (Rm 5:12). Deus, portanto, deu a lei para revelar o estado pecaminoso do homem. Na verdade, a lei até mesmo provoca o pecado do homem (Rm 7:5), porque o homem, sendo morto nos seus abundantes pecados, não obedecerá a lei, mas a rejeita. A lei serve como aio, ou professor, (Gl 3:24) ensinando o homem que seu pecado não tem barreiras (Rm 3:9 a 20). Ele pecará até a sua morte, e, na verdade, o seu pecado reina na morte (Gn 5:21), o condenando pela lei. É escrito, porém, que “onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm 5:20). Esta graça reina “pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor” (Rm 5:21). Isto quer dizer que quando alguém recebe Jesus, entra na graça de Deus, e não é mais condenado no seu pecado pela lei. Agora, há um novo rei sobre o seu destino, não o pecado, mas sim a graça. O pecado levou o homem à morte, mas a graça lhe dá a vida eterna, sendo superior ao pecado, porque não simplesmente abunda, mas superabunda. O pecado do homem é excessivamente maligno mas a graça de Deus é mais excessiva ainda. E com mais pecados nas nossas vidas, a graça de Deus se manifesta mais gloriosa, sempre salvando até o principal dos pecadores (I Tm 1:15). Todavia, a superabundância da graça não é uma porta aberta para permanecer no pecado (Rm 6:1 e 2)[Texto principal: Rm 5:12 a 6:2]

Adão

Adão é o nome do primeiro homem que Deus criou (Gn 1:26 a 28; I Tm 2:13). Ele quebrou o único mandamento lhe dado, comendo o fruto da árvore proibida chamada “a árvore do conhecimento do bem e do mal” (Gn 2:17). Este conhecimento do mal ele provou por cometer este primeiro pecado; deu-lhe uma corrupção tão enorme que ele morreu espiritualmente (Ef 2:1) e depois fisicamente (Gn 5:5). Mais triste ainda, esta morte se passou a todos os homens (Rm 5:12), sendo que todos os homens são do sangue dele (At 17:26). O resultado é que todos os homens nascem mortos espiritualmente, tendo uma inclinação natural às coisas que levam à morte (Rm 8:6). Em Adão, então, todos os homens naturalmente são inimigos de Deus (Rm 5:10; 8:7, 8). Deus introduziu a lei para revelar o pecado dos homens (Rm 5:20) e fazer claro que todos são condenados (Rm 5:13). A lei demonstra que o homen é tão mau, continuando no pecado do Adão, que pode ser considerado “excessivamente maligno” (Rm 7:13), e o homem é digno de morte (Rm 1:32), a morte sendo o salário do pecado (Rm 6:23). Jesus Cristo, porém, veio salvar o homem do pecado (Mt 1:21), e a Bíblia o chama do “último Adão” (I Co 15:45). A salvação que este último Adão fornece é para todos (Rm 5:15), porque assim como por um só que pecou todos são pecadores, também por um só todos podem ser salvos (Rm 5:16). O primeiro Adão pecou uma vez, e todos são pecadores; Jesus morreu uma vez, e todos podem ser vivificados (Rm 5:17 a 19). [Texto principal: Rm 5:12-19]

Adoção

Todos os homens são criados por Deus (Jo 1:3), mas nem todos são os filhos de Deus. Na verdade, por causa do pecado de Adão, todos nós nascemos corrompidos pelo pecado (Rm 5:12), e, portanto, somos filhos do Diabo (Jo 8:44). É uma grande maravilha que Deus faz que um filho do diabo seja um filho dEle (I Jo 3:1), mas é isso que Ele faz quando alguém coloca sua fé em Jesus (Jo 1:12; Gl 4:4, 5; Ef 1:5). Esta pessoa nasce de novo—um nascimento espiritual—Deus colocando-o na família de Deus (Jo 3:3 a 7; Ef 2:19). No momento alguém crê em Jesus, o Espírito Santo entra nele e o sela (Ef 1:12 a 14). Ele começa a guiar este novo filho de Deus (Rm 8:14), tirando-o da escravidão do pecado, adotando-o na família de Deus (Rm 8:15). Agora, esta pessoa é salva, e pode orar a Deus como seu Pai Celestial (Rm 8:15). Com a presença ativa do Espírito Santo operando nela, ela saberá que é um filho de Deus (Rm 8:16). Sendo um filho de Deus, tal pessoa é também um herdeiro de Deus, e co-herdeiro de Cristo (Rm 8:17). Recerberá um novo corpo, redimido da corrupção do pecado (Rm 8:17-25). Agora esta pessoa pode orar a Deus Pai para pedir ajuda (Lc 11:1-13), mas se errar, será disciplinada por Ele (Hb 12:5 a 11)[Texto principal: Rm 8:12-25]

Advogado

Jesus é o advogado do verdadeiro crente (I Jo 2:1), o representando perante o Pai com intercessões (Rm 8:34). Deus não condenará o crente, porque tem Jesus como a propiciação (satisfação) dos seus pecados (I Jo 2:2). Na verdade, Deus Pai desonraria o sangue derramado do Filho dEle, se ainda colocasse a sua ira no crente, porque o sangue de Jesus foi suficiente para salvá-lo da ira futura (I Ts 1:10). Agora, cada vez que o crente erra, pode confessar o seu pecado, e será justamente e fielmente perdoado por Deus Pai, porque o Filho dEle permanece seu advogado (I Jo 1:9). (Note que a palavra “advogado” é também traduzida “Consolador” e se refere ao Espírito Santo em Jo 14:16, 26; 15:26; 16:7. A palavra grega é παρακλητος [parakletos] e quer dizer literalmente alguém “convocado a estar do lado de alguém.”) [Texto principal: I Jo 2:1]

Aio

A lei não salva ninguém (Rm 3:20), mas ainda é boa (Rm 7:12), e também importante porque ensina o pecador que ele é muito pecaminoso (Rm 7:7). Paulo explica, portanto, que a lei serve como o aio do pecador (Gl 3:24). Um aio é uma pedarquia ou um governo de crianças. Na cultura romana (a cultura de Paulo), um servo morava na casa das pessoas mais ricas para ensinar os seus filhos. Da mesma maneira, a lei ficava com o povo de Israel para mostrar o seu estado pecaminoso, e, na verdade, todos que prestam atenção na lei, verão que são excessivamente malignos (Rm 7:13) e precisam de um salvador. Jesus é aquele salvador (Mt 1:21), e a lei leva os pecadores a Ele para a salvação (Gl 3:24). [Texto principal: Gl 3:24]

Amor

O verdadeiro amor é de Deus (I Jo 4:7)—Deus é amor (I Jo 4:8, 16). O homem, quando caiu no Jardim do Éden (Gn 3:1 a 6), agiu contra o verdadeiro amor de Deus, porque não obedeceu o Senhor (Jo 14:15), e é impossível amar sem obedecer (Mt 22:37 a 40). Na verdade, só o crente em Jesus, sendo nascido de novo pelo Espírito, ama (I Jo 4:7). Ele recebe este amor divino pelo Espírito Santo (Rm 5:5). É, portanto, um amor sobrenatural que não é baseado na qualidade do recipiente, mas é um compromisso incondicional no coração daquele que ama (I Co 13:4 a 7; Dt 7:7, 8). É claro que Deus tem este tipo de amor, porque Cristo morreu por nós, ainda que fôssemos pecadores, e os próprios inimigos dEle (Rm 5:8, 10; Jo 3:16). Este amor entra no coração do crente em Jesus e é para extender até aos seus inimigos (Mt 5:44; Lc 6:27 a 38). O crente, portanto, ama a Deus que o amou primeiro (I Jo 4:19), e este novo amor no coração dele naturalmente extende para outros, especialmente os irmãos (I Jo 4:20, 21). Este amor também é um novo ponto-de-vista, que leva o crente a não amar o (sistema do) mundo, mas leva a amar Deus (I Jo 2:15 a 17). Cristo é a vida do crente (Cl 3:4), e o crente, portanto, é para buscar as coisas que são de cima e pensar nelas (Cl 3:1, 2). Jesus explica que “amarás o Senhor teu Deus” é o primeiro e grande mandamento (Mt 22:37, 38), e “amarás o teu próximo” é o segundo (Mt 22:40). O crente, que quer obedecer o seu Salvador, naturalmente amará o Senhor e o seu próximo. [Textos principais: I Co 13; I Jo 4:7 a 21]

Andar Segundo a Carne

O guia do não salvo é a carne e não o Espírito (Rm 8:5, 14). Ele, portanto, é condenado (Rm 8:1-4), inclinado para as más coisas/obras da carne (Rm 8:5; Gl 5:16 a 21), não pode nem ser sujeito à lei de Deus (Rm 8:7) e o seu futuro é só morte (Rm 5:6). Ele não agrada a Deus (Rm 8:8). O salvo, porém, não está na carne (ainda que a carne dele exista), mas no Espírito, tendo o Espírito Santo habitando nele (Rm 8:9 a 11). [Texto principal: Rm 8:1 a 14]

Arrebatamento

Nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos (II Tm 3:1). Homens ímpios irão de mal para pior, enganando e sendo enganados (II Tm 3:2 a 13). Todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições (II Tm 3:12). Há uma consolação, porém, aos que vivem em Cristo Jesus (I Ts 4:18). Jesus arrebatará (levará por força) os salvos a encontrá-LO nos ares, e assim estarão sempre com o Senhor (I Ts 4:17). Só Deus Pai sabe quando isto acontecerá (Mt 24:36), porque tudo continuará normal até aquele dia. Quando acontecer, será como a vinda de um ladrão (Mt 24:37 a 43). Todavia, no dia do arrebatamento o Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus (I Ts 4:16). O salvo, portanto, aguarda esta bem-aventurada esperança, o aparecimento da glória de Jesus (Tt 2:13), e se purifica, tendo certeza que Jesus pode voltar a qualquer momento, e que o transformará para ser semelhante a Ele (I Jo 3:2, 3; I Co 15:51 a 53; Fp 3:20, 21). Quando os salvos forem arrebatados, a presença do Espírito Santo sairá com eles, abrindo a porta para a manifestação do “iníquo” (o anticristo) (II Ts 2:1 a 10) e o tempo da tribulação (II Ts 2:11, 12; Dn 12). [Texto principal: I Ts 4:17, 18]

Arrependimento

O arrependimento é uma mudança de coração que levará à mudança de ação e à açeitação da verdade. A conversão da alma sempre inclui ambos a fé e o arrependimento. Enquanto o convertido (ao momento de conversão) coloca sua fé em Jesus como seu Salvador, também arrepende de si mesmo, reconhecendo que seu estado pecaminoso é condenado perante Deus. O arrependimento é mais do que (1) tristeza ou (2) assentimento intelectual à verdade do pecado. Também, o arrependimento não é (1) uma decisão de mudar suas ações exteriores (2) penitência religiosa (rituais de auto-punição ou auto-correção), (3) uma confissão de todo pecado cometido ou (4) uma decisão que leva à pessoa viver uma vida perfeita. O verdadeiro arrependimento é uma nova mente, nova emoção e nova vontade com referência ao pecado, que Deus providencia à conversão.

Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal

Na terra recém-criada, Deus plantou um jardim na região chamada “Éden” (Gn 2:8, 15). Lá, o primeiro homem e a sua mulher podiam comer livremente de qualquer árvore, menos a árvore do conhecimento do bem e do mal. Ainda que a Bíblia não descreva o fruto dela, é claro que existia para dar uma escolha ao primeiro homem: ou ele obedeceria o Senhor, ou não. Deus mandou: “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:16, 17). Parece que a árvore em si não era tóxica, mas por comer o fruto, o homem faria algo que nunca fez antes—pecar, escolher o mal. Por escolher o mal, o homem conheceu o bem e o mal. Antes de comer o fruto desta árvore, Adão não era pecador, e naturalmente não cobiçava o fruto proibido. Para que o homem tomasse uma decisão, Deus deixou Satanás tentá-lo (através da sua mulher), e infelizmente o homem escolheu o mal (Gn 3:1 a 6). Na hora que ele comeu, os seus olhos abriram para conhecimento que não tinha antes; especificamente, conheceu que estava nu e conheceu a vergonha da nudez (Gn 3:7 a 10). A transformação do seu conhecimento foi uma corrupção, o separando de Deus (Rm 8:5 a 8; Ef 2:1 a 12), tal que tinha o mesmo conhecimento do bem e do mal que Deus tinha mas sem um coração puro para manejá-lo (Gn 3:22). Deus lançou o homem e a sua mulher fora do jardim do Éden (Gn 3:22 a 24). [Textos principais: Gn 2:9, 16, 17; 3:1 a 6]

B

Batismo

Há nove batismos diferentes na Bíblia: [1] de Moisés (I Co 10:1, 2), [2] da cruz (ou do copo) (Mt 20:22; 26:39; Jo 18:11; II Co 5:21; I Pe 2:24), [3] do Espírito Santo (I Co 12:13; Mt 3:11; Mc 1:8; Lc 3:16; Jo 14:16, 17; At 1:5; Gl 3:26 a 28; Rm 6:3, 4; Cl 2:12), [4] de fogo (Mt 3:11, 12; Lc 3:16, 17; II Ts 1:7 a 9), [5] de João (Mt 3:6 a 11) [6] de Jesus (Mt 3:13 a 17; Mc 1:9 a 11; Lc 3:21, 22; Jo 1:29 a 34)[7] do crente (Rm 6; At 2:38; 2:41; 8:12, 13, 16; 18:8; 19:3 a 5; 22:16; I Co 1:13 a 17; Gl 3:27; Cl 2:12; I Pe 3:21), [8] pelos mortos (I Co 15:29), e [9] do Tabernáculo (Hb 6:2). A palavra “batismo” [βαπτίζω] é uma transliteração; ou seja, é uma representação de letras do alfabeto grego com caracteres do português. Significa imersão, submersão, afundar ou mergulhar; deste mode, a Bíblia aproveita o significado, utilizando-o de várias maneiras. No caso do evangelho, existe o batismo do Espírito Santo e o batismo do crente. O batismo do Espírito Santo é fornecido por Jesus Cristo (Mt 3:11; Mc 1:8; Lc 3:16; At 1:5) no momento alguém coloca sua fé nEle (Ef 1:12, 13). É a garantia (“o penhor”) que o crente é um herdeiro de Cristo; ou seja, é salvo (Ef 1:14). Este novo crente é selado pelo Espírito para o dia da redenção (Ef 4:30), e experimenta um novo nascimento (Jo 3:3 a 7). Este batismo coloca-o no corpo de Cristo (I Co 12:13). Depois deste batismo o Espírito Santo habita no salvo, sendo seu Consolador (Jo 14:15, 16). Declarando esta transformação ou imersão no Espírito Santo pela fé em Cristo Jesus, o novo crente participa do batismo do crente (At 10:44 a 48). Este batismo é uma das duas ordenanças que Cristo deu para a igreja (Mt 28:19; Mc 16:16; At 2:38).  É feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28:19), e só em alguém verdadeiramente salvo (At 8:36 a 38). Simboliza a morte, o sepultamento e a ressurreição do crente com Cristo, então deve ser por imersão (At 8:38, 39; Rm 6; Gl 2:20). Existe dois casos de batismos incompletos na Bíblia. No primeiro caso, os crentes eram batizados em nome de Jesus só, e não precisavam de um novo batismo (rebatismo) (At 8:14 a 17). No segundo caso, era necessário rebatizar, porque não era em nome de Jesus, e a pessoa não tinha conhecimento do Espírito Santo (At 19:1 a 7). O batismo do crente não salva a sua alma, e não é necessário para a sua salvação, mas é importante para o testemunho dele (Mc 16:16; At 2:38; I Pe 3:18-22), porque o identifica com Cristo (Rm 6), sendo uma declaração da sua fé nEle, unindo-o com seu Salvador, servindo como um rito de passagem na vida cristã. O batismo do crente, então, é o primeiro passo da vida cristã. Se o novo crente persistir em não querer ser batizado, sua fé em Cristo está suspeita; todavia, quando alguém não puder ser batizado, não afeta a sua salvação (Lc 23:39 a 43). [Textos principais: Mt 28:19; At 8:35 a 39; Rm 6; I Co 12:13; I Pe 3:21]

Batizar

Veja Batismo.

Boas Novas

Veja Evangelho.

C

Carne

No geral, a palavra “carne” se refere ao corpo visível de todos os seres vivos na terra—dos animais e dos homens (Pv 5:11; Sl 78:20). Teologicamente, se refere à natureza limitada, visível e mortal do homem. Comparado com Deus, o homem é visível e palpável, enquanto Deus é espírito invisível (Jo 4:24; Lc 24:39). No princípio, a carne não era pecaminosa, mas sim, abençoada por Deus (Gn 1:20-31). Ela foi corrompida pelo pecado do primeiro homem (Rm 5:12) e morrerá (I Pe 1:24; II Co 4:11). A própria inclinação da carne agora é para morte (Rm 8:6) e tem concupiscências do mundo caído (I Jo 2:16; 5:19). Ela é contra o Espírito de Deus, e não é sujeita à Lei dEle (Rm 8:5, 7, 8; 7:14-25). A carne não é capaz de fartar as necessidades espirituais do homem (Jo 6:63; Jr 17:5). Jesus veio em semelhança da carne do pecado para condenar o pecado da carne (Rm 8:3, 4). Quando alguém é salvo por Jesus não perde a carne, mas sim, ganha uma nova natureza (II Pe 1:3, 4). Ainda que não deva, esta pessoa pode prestar mais atenção na carne do que na nova natureza, e será considerada “carnal” (I Co 3:1-3). Há, portanto, uma batalha entre o espírito e a carne do crente (Rm 6-8). O crente tem a esperança que no arrebatamento ou, se morrer antes, na ressurreição, terá um corpo glorificado, cuja carne não será mais pecaminosa (I Co 15; I Ts 4:13-18). [Textos principais: Rm 6-8; I Co 3:1-3; I Co 15]

Céu

Céu é a palavra geral para [1] a região atmosférica da terra, [2] o espaço exterior (o universo) e ultimamente e principalmente, [3] o trono de Deus (At 7:49; II Co 12:2). Foi criado por Deus (Gn 1:1), e ainda que não possa conter Deus (II Cr 2:6) e considerado a casa do Pai de Jesus (Jo 14:2). Alguns homens temporariamente foram arrebatados a este lugar, principalmente Paulo (II Co 12:2) e João (Ap 1:10; 5:1); todavia, Jesus voltou para lá (At 1:5-11) para preparar um lugar permanente aos seus discípulos (Jo 14:1-3). Antes da ressurreição de Jesus, parece que os mortos foram ao centro da terra, chamado sheol [שְׁאוֹל], dividido em dois compartimentos, um para os ímpios e o outro, chamado o Paraíso (Lc 23:43), para os salvos (Lc 16:19-31). Depois da ressurreição, Jesus levou os mortos salvos deste lugar ao céu (Ef 4:8). Agora as almas de todos que morrem em Cristo vão a Ele no céu (II Co 5:8; Fp 1:23). No arrebatamento os corpos dos mortos salvos ressuscitarão primeiro a encontrar os salvos que serão arrebatados e se reunirão com o Senhor nas nuvens (I Ts 4:13-17). Os céus, conhecidos como a região atmosférica da terra e talvez o espaço exterior, no futuro [depois da Tribulação e do Reino Milenar] serão queimados pelo fogo de Deus (II Pe 3:7, 10). Depois deste fim, Deus fará um novo céu e uma nova terra (Ap 21:1). Descendo do céu, virá a nova Jerusalém, a cidade cujos detalhes são mais conhecidos como os detalhes do estado eterno dos salvos, ou seja, o céu: detalhes, como, por exemplo, “o mar não existe”, “o tabernáculo de Deus”, “Deus limpará de seus olhos toda a lágrima”, “não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor”, “eis que faço novas todas as coisas”, “tinha a glória de Deus”, “sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima”, “tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos”, “ouro puro, semelhante a vidro puro”, “as doze portas eram doze pérolas”, “a praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente”, “o seu templo é o Senhor Deus”, “o Cordeiro é a sua lâmpada”, “as nações dos salvos andarão à sua luz”, “as suas portas não se fecharão”, “não entrará coisa alguma que contamine”, “o rio puro da água da vida, claro como cristal”, “a árvore da vida, que produz doze frutos”, “ali nunca mais haverá maldição” e “não haverá mais noite” (Ap 21; 22)[Textos principais: Jo 14:1-3; Ap 21; 22]

Chamado

Ser chamado é ser convidado por Deus para Sua presença. Aquele que responde a este convite pela fé é salvo (Rm 8:30), que lhe traz esperança (Ef 4:4). Jesus revela que muitos são chamados, mas poucos escolhidos (Mt 20:16). Os que rejeitam o convite, rejeitam a salvação e as suas bênçãos (Mt 22:1-14). Os que respondem ao chamado—os salvos—são acima de tudo chamados para estarem com Jesus (Mc 3:13-15). Este chamado (ou vocação) é soberano, santo e celestial (Fl 3:14; II Tm 1:9; Hb 3:1). É uma honra ser chamado por Jesus, e o salvo é para andar como é digno da vocação com que foi chamado, manifestando uma boa atitude (Ef 4:1), sem abusar a liberdade que vem com o chamado (I Co 7:20-24; Gl 5:13). Os apóstolos oravam por isto (II Ts 1:11). Deus não revoga o seu chamado/vocação (Rm 11:29). Na soberania dEle, escolhe homens a uma obra especial. Uns exemplos são Abraão no Velho Testamento e Paulo no Novo Testamento, entre muitos outros (Hb 11:8; At 9:1-30; Rm 1:1). O apóstolo Pedro exorta os seus ouvintes a procurar fazer cada vez mais firme a sua vocação e eleição (II Pe 1:10). [Textos principais: Mt 22:1-14; Mc 3:13-15; Rm 8:30]

Circuncisão

Co-herdeiro

Compaixão

Consciência

Concupiscência

Condenação

Convicção

Coração

Corpo desta Morte

Crer

Cristão

Cristo

Crucificação

Crucificado com Cristo

Cruz

D

Desobediência

Diabo

Dívida

Dom Gratuito

E

Eleição

Enxertia

O apóstolo Paulo, na sua carta aos crentes Romanos, usa o trabalho da enxertia para descrever a união que o gentios têm consigo pela fé em Jesus Cristo (Rm 11). A enxertia literalmente é  a união dos tecidos de duas plantas, passando a formar uma planta com duas partes. Paulo adota esta prática para assemelhar os gentios a um zambujeiro (oliveira-brava) (Rm 11:17), que, pela fé em Jesus (Rm 11:20), são feitos participantes da raiz e da seiva dEle (a oliveira) através da enxertia (Rm 11:17). O povo original de Deus eram os judeus, mas não colocando a sua fé em Jesus, foram rejeitados por Deus. Eles, como ramos (galhos) foram quebrados da oliveira (Rm 11:19). Paulo, além disso, avisa os gentios que a sua posição na oliveira é baseada somente na sua fé, e os seus galhos podem ser rejeitados também por soberba (Rm 11:20-22). Um dia, profeticamente falando, os judeus experimentarão um reavivamento, e Paulo explica que Deus enxertará os seus ramos novamente na oliveira (Rm 11:23-27). É importante reconhecer que a ênfase desta imagem é o fato que os judeus no geral foram rejeitados, e os gentios pela fé foram salvos. Paulo está simplesmente explicando que alguém, judeu ou gentio, será salvo pela fé ou será rejeitado por não crer em Jesus.  [Texto principal: Rm 11]

Escolhido de Deus

Escravidão

Escrituras, Sagradas

Esperança

Espírito Santo

Evangelho

Evangelizar

F

Filho de Deus

G

Gentio

Glorificação

Graça

Enquanto desenvolvemos este glossário, por favor, leia Efésios 2:8 a 10 e Romanos 3 a 5. Também, aproveite o vídeo abaixo que ilustra como funciona a graça de Deus.

Grande Comissão

Grego

H

Herdeiro

Homem Interior

Homem Velho

I

Ímpios

Imputação

Incircuncisão

Inclinação da Carne

Inclinação do Espírito

Incredulidade

Inferno

Inimigo

Inimizade

Intercessão

Invocar

Ira de Deus

J

Jesus

Judeu

Jugo

Juízo

Julgamento

Justiça

Justificação

Justificador

Justo

K

L

Lei

Lei do Espírito de Vida

Lei do Pecado e da Morte

Libertar

M

Mediador

Messias

Misericórdia

Moisés

Morte

Mistério

Mundo

N

Nascer de Novo

O

Obras

Ofensas

P

Paixões dos Pecados

Palavra de Deus

Paz com Deus

Pecado

Pecado Original

Pedra de Tropeço

Perdão

Pregar

Profetas

Promessa

Propiciação

Q

Queda do Homem

R

Reconciliação

Redenção

Remanescente

Remissão

Ressurreição

Revelação

S

Sacerdote

Salvação

Salvo

Sangue

Santificação

Santo(s)

Satanás

Seio de Abraão

Serpente

Servidão

Superabundar

T

Tentação

Testemunha

Testemunho de Salvação

Transgressão

Transformação

Tribunal de Cristo

Trono Branco

U

Unção

V

Vencer o Mundo

Vida

Vida Eterna

Vivificar

Vocação

Veja Chamado.

W

X

Y

Z

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