Artigos

 

Uma Palavra aos Não-Convertidos

Charles Haddon Spurgeon

O Que É um Missionário?

Anônimo

As Marcas de Nascença do Crente

O Original por Clarence Sexton | Adaptação e Expansão por John Kokenzie, Jr.

Segurança, Certeza e Gozo da Salvação Eterna

George Cutting

Só Existem Duas Religiões

Mark Pereira

Seja Único

Michael Andrzejewski

Evidências da Fé Genuína

Dr. Mark Minnick | Excerto de uma mensagem pregada no dia 08 de março, 2011


Uma Palavra aos Não-Convertidos

Charles H. Spurgeon

Queridos amigos, observem que em Romanos 10.13 o caminho da salvação é apresentado em termos claríssimos: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Me recordo que vivi esse versículo durante vários meses. Eu anelava por salvação; não conseguia perceber que havia esperança para mim. Pensava que teria de ser lançado fora, que era pecador demais ou intensamente duro de coração, ou muito isso e aquilo, de modo que outros poderiam ser salvos, mas eu não. Porém, quando li este versículo, eu me agarrei avidamente a esta verdade; ela parecia uma corda sendo atirada a um homem que se afogava. Ela se tornou meu salva-vidas: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Ah, pensei eu, clamo por esse bendito nome, clamarei por esse glorioso nome; se eu perecer, jamais cessarei de invocar este nome sagrado. Invocar o nome de Deus e consequentemente clamar por Ele, é isto que salva a alma.

Mas preciso levá-lo a considerar essas palavras em mais detalhes. Existe neste versículo, em primeiro lugar, uma palavra abrangente, muitíssimo abrangente: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” Todo! Já ouvi que, um homem ao fazer seu testamento, se quer deixar tudo o que possui somente para uma pessoa, digamos sua esposa, se ele apenas o externar, esta é a melhor coisa que ele pode fazer; contudo, é melhor que ele não entre em detalhes do que alistar o que está deixando, visto que provavelmente acabará deixando alguma coisa de fora. Ora, a fim de tornar essa vontade bem clara, Deus não entra em qualquer detalhe. Ele apenas diz “todo”. Isto significa o homem negro, o pele vermelha, o amarelo e o branco. Significa o homem rico, o pobre e o que ainda não é um homem ou todos, de toda a espécie, de espécie nenhuma ou de todas as espécies juntas. “Todo” inclui a mim, eu tenho certeza; mas tenho igual certeza de que inclui você, que não leu esse artigo antes. … melhor que seja assim, sem detalhes; pois, em caso contrário, alguém poderia ser deixado fora.

Frequentemente penso que, se lesse nas Escrituras: “Se Charles Haddon Spurgeon invocar o nome do Senhor, será salvo”, não me sentiria tão convicto da salvação quanto me sinto agora, pois teria concluído que talvez houvesse outra pessoa com este nome (provavelmente existe) e eu teria dito: “Certamente isso não se refere à minha pessoa”; mas, quando o Senhor diz: “Todo”, não posso estar fora desse grupo. … uma rede grandiosa que parece englobar todos os homens. “Todo”! Oh, se eu invocar o nome do Senhor, se você e, também, o homem moribundo que mora aqui perto clamarmos pelo nome do Senhor, todos seremos salvos. “Todo”! Oh, que palavra ampla! Em seguida, que palavra fácil encontramos no texto! “Todo aquele que invocar o nome o Senhor”. Qualquer um pode invocar o nome do Senhor. Todos compreendem o que significa. Você ainda não usou uma expressão como essa? E, se já esteve angustiado ou em perigo, você não chegou a gritar: Socorro, socorro, socorro? Muito bem, aquele que pode clamar assim clame também ao Senhor, invoque sua ajuda, clame por sua misericórdia, anele por sua compaixão. Se esta pessoa o faz crendo, como nós demonstraremos a você, confiando que Deus ouvirá, ela será salva.

Portanto, não há dificuldade neste versículo que exija um doutor em teologia para explicá-lo; a verdade é apresentada claramente em palavras simples: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Esta verdade é tão clara quanto o dia. Oh! Se você pudesse enxergá-la e começasse a invocar o nome do Senhor, através de uma oração fervorosa! Mas há outra palavra neste versículo, uma palavra segura: “Todo aquele que invocar o nome do Senhorserá salvo”. Não existe qualquer “se” ou “talvez”, mas um glorioso “será”. O nosso “será” é insignificante, inconsistente; o “será” de Deus é tão firme quanto as montanhas eternas. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”, tão certo quanto existe um Deus. O Senhor não cometeu nenhum erro; Ele não revogará sua declaração, porque mudou de idéia. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Oh! Que muitos invoquem o nome dEle e encontrem salvação imediata, que perdurará por toda a vida e pela eternidade, pois “será salvo” envolve um longo tempo, inclusive os tempos eternos que estão por vir.

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O Que É um Missionário?

Anônimo

Algures entre a santidade e a loucura, encontramos uma criatura curiosa chamada Missionário. Os missionários vêm em variados tamanhos, pesos e cores mas são todos enviados por um só Senhor que ordenou ao Seu povo que evangelizasse.

Os missionários encontram-se em todos os lados; a ir, a erguer, e enviar, a chegar, a ficar com, a partilhar, a suportar e a defender. Os Cristãos adoram-os, os governos toleram-os, os pais têm pena deles, os pagãos ignoram-os e Cristo protege-os.

Um missionário é a Verdade com um eixo partido de jipe na mão, é a beleza com uma criança doente nos braços, a sabedoria com uma Bíblia no bolso e a esperança com Cristo no coração.

O missionário tem a paciência de um pescador, a audácia de um trapezista e o cuidado de um bibliotecário, a visão de um sonhador, a força de um construtor, a inteligência de um professor, a sagacidade de um humorista, a irresponsabilidade de uma criança e, quando tenta algo, é todo oração.

Ele gosta de receber cartas de casa, de crianças, de pregar, de candidatos missionários, de regressar do descanso, de conferências missionárias, folhetos e aqueles que os imprimem, estações de rádio, tradutores, caixas de missão, aviões, aldeias, estudos Bíblicos, cursos por correspondência e livrarias. Não gosta de marketing da alta pressão, burocracias, desvalorização do euro fé morna, hipocrisia e discriminação.

Ninguém é tão rápido a importar-se com, e tão lento a desistir. Mais ninguém se diverte tanto com crocodilos, arroz cozido, elefantes, cobras de estimação, terramotos, vistos, monções, secas e conversas.

Um missionário é uma criatura peculiar: podes enviá-lo para uma terra longínqua, mas é melhor não o esquecer. Podes livrar-te dele, mas é melhor não o tirares do coração. Ele é o teu servo, a tua mão direita, o teu dependente. Um molho de amor que se distribui, prega a Bíblia, teme e serve a Deus. Quando chegas à igreja com aquele sentimento presunçoso de super-Cristão, ele pode despedaçá-lo com palavras simples, “Vem daí e ajuda-nos”.

Isso, meu amigo, é o que um missionário verdadeiramente é…

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As Marcas de Nascença do Crente

O Original por Clarence Sexton | Adaptação e Expansão por John Kokenzie, Jr.

A resposta de Deus à pergunta: “Como eu sei que sou salvo do pecado?”

 

E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: “Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.”

Jesus respondeu, e disse-lhe: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”

Disse-lhe Nicodemos: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?”

Jesus respondeu: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo” (Jo 3:1-7).

Introdução O Novo Nascimento

Jesus ensinou que um homem deve nascer duas vezes se ele quiser ver o reino de Deus. Talvez você pergunte: “Eu sei que eu nasci uma vez, mas como é que eu poderia nascer uma segunda vez?” Essa é a pergunta exata que um fariseu fez a Jesus depois de ouvir o mesmo ensinamento peculiar. Este fariseu, chamado Nicodemos, que foi conhecido por muitos como sendo um homem profundamente religioso, achou o ensinamento de Cristo ser estranho, até mesmo um pouco absurdo.

Todo o religiosismo de Nicodemos, no entanto, não lhe ensinou sobre a obra que Deus faz dentro de uma pessoa que aceita a Cristo como seu Salvador. Nicodemos deveria ter conhecimento da grande mudança que ocorre quando uma pessoa é salva da maldição da lei. Ele deveria saber que um homem é sempre diferente quando Ele se liberta do pecado. Ele deveria ter entendido a expressão “nascer de novo”, mas ele não sabia nada. Sua religiosidade o fez mal.

Talvez você seja da mesma maneira. Porventura diga que é um cristão, um espiritual ou um religioso, embora, você não saiba realmente se tenha nascido novamente. Você não tem certeza se já passou da escuridão para a luz, assim como a um bebê no dia de seu nascimento, ou seja o mundo inteiro de um bebê troca no momento em que nasce. O mesmo é verdade para quem realmente entende e experimenta o novo nascimento.

Considere o que acontece no nosso primeiro nascimento, isto é, o nosso nascimento biológico. No nosso nascimento biológico, saímos da escuridão do ventre da nossa mãe e entramos na luz. Nós não sabíamos nada antes sobre o mundo exterior, mas logo que nascemos, nós podemos ver claramente todas as coisas. Nós não respiramos ar no ventre da nossa mãe, no entanto, quando nascemos respiramos o ar fresco da vida. Tudo mudou para nós.

Além disso, não poderíamos voltar para o ventre da nossa mãe. Quando nascemos, estamos prontos para crescer e nos desenvolver. A experiência do nascimento foi um evento único, do tipo que transformou a nossa vida e foi essencial para que entendéssimos da vida e de todas as coisas. Nós não teríamos aprendido nada se tivessemos ficado no ventre.

Jesus Cristo ensinou que nosso nascimento biológico é o primeiro nascimento. Ele acrescentou em seguida que existe um segundo nascimento essencial, devemos considerá-lo profundamente, pois é o único que nos permite ver o reino de Deus.  O que é este segundo nascimento? Como é? Quem tem essa experiência? Estas são todas excelentes perguntas.

Para nos ajudarmos, vamos olhar para trás para algumas verdades simples sobre o nosso nascimento biológico. Primeiro, nós não tivemos nenhuma escolha sobre aquele nascimento. Aquilo foi decidido por Deus no céu. Ele era o autor e o criador daquele nascimento. Como um bebê, não poderíamos conceber a nós mesmos, nem dar nascimento a nós mesmos. Isto é igualmente válido para o nosso nascimento espiritual. A Bíblia ensina claramente que, Jesus é o autor e consumador da nossa fé (Hb 12:2), por isso, não podemos ser o autor ou o consumador do nosso novo nascimento, ou seja somos totalmente impotentes com relação a isso.

Nicodemos, certamente, pensou que seu primeiro nascimento, religião e boa vida teria o feito apto para Deus e Seu reino. Jesus, porém, olhou diretamente nos olhos dele e disse: “Necessário vos é nascer de novo.” Neste momento Nicodemus pensou de uma forma e Jesus de outra. Jesus sabia que este homem religioso eraigualmente um pecador como todos os outros. Nicodemos não estava mais perto de ver o reino de Deus do que um ladrão ou um assassino. Como um bebê que não sabe sobre a própria concepção Nicodemos não sabia sobre sua situação!

Assim Como Nicodemos, todos nós precisamos ter um novo nascimento. E, como Nicodemos, não sabemos isso. Jesus deve entrar nas nossas vidas e trazer o novo nascimento. Quando ele entra, tal como o nosso mundo mudou por fora de nós no o nosso primeiro nascimento, assim nosso mundo será mudado por dentro de nós no nosso segundo nascimento.

É possível que você pergunte a si mesmo, “Como posso ter certeza se ja nasci novamente?” Todo mundo na terra tem que chegar a este ponto, isto é, eles precisam perceber que há um novo nascimento e devem tê-lo! Se você temdúvidas, precisará retornar para o ensinamento de Jesus sobre o assunto em João 3. Lá você irá ver que este segundo nascimento é totalmente diferente do primeiro. O primeiro foi o da “água”, biológico. O segundo nascimento é do “Espírito”, e portanto, espiritual. O primeiro mudou tudo para você no exterior e o segundo muderá tudo no interior. O primeiro lhe fez uma alma vivente, o segundo faz de você um espírito vivificado. O primeiro te deixou ver a criação, o segundo te permite contemplar o Criador. O primeiro termina com a morte, o segundo nunca termina. O primeiro é da terra, o segundo é do céu. O primeiro veio pela concepção do homem, mas o segundo vem pela concepção de Deus. O primeiro acrescenta outro pecador para o mundo, o segundo adiciona um outro santo na eternidade. É incrível como são totalmente diferentes os dois nascimentos e quantas pessoas ainda não sabem se experimentaram isso ou não!

Vamos, portanto, questionar e depois usar a Bíblia para responder: “Depois que uma pessoa nascer de novo, como ela pode saber?”

Posto que é óbvio que o primeiro nascimento na vida de uma pessoa é inquestionável, então é lógico que o mesmo pode ser verdade do novo nascimento. Você pode ter certeza que você nasceu de novo. É por isso que o pequeno livro de I João afirma: “Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, ” (I Jo. 5:13a). Quando alguém, portanto, lê este pequeno livro, ele deve olhar para “estas coisas”, que o ajudará a saber que ele tem a vida eterna.

Quando lemos I João, percebemos que Deus nos dá indicações especiais para nos dizer se realmente nascemos de novo. Assim como existem sinais do nosso primeiro nascimento, há também sinais do nosso segundo nascimento.

Seria bom que nós atentpassemos e estudássemos “estas coisas”, pois se elas não estão em nós, provavelmente não somos nascidos de novo, e não pode ver o reino de Deus!

Então, voltemos agora para I João, e comparemos “estas coisas” com nossas vidas para vermos se somos marcados pelo novo nascimento.

Marca de Nascença Um Obedecer Os Mandamentos de Cristo

“E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos.” I João 2:3

Eu sei melhor que sou salvo, porque eu guardo os mandamentos de Cristo.

Quando alguém está resguardando o que Cristo disse na Bíblia, é um bom sinal que ele tenha nascido de novo. Isso é, se um homem está lendo a Bíblia, orando em nome do Senhor Jesus, desejando viver santo e piedoso, tentando mostrar seu testemunho para o mundo, pregando o evangelho, frequentando os cultos da igreja fielmente, e evitando o pecado, então ele tem uma das marcas de nascença.

Marca de Nascença Dois Praticar Justiça

“Se sabeis que ele é justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.” I João 2:29

Eu sei melhor que sou salvo, porque eu pratico a justiça.

“Justiça” é uma palavra interessante. A primeira vez que a encontramos na Bíblia é em Gênesis 15:6. Ali lemos que Abraão “creu…no SENHOR, e imputou-lhe isto por justiça.” Deus atribuiu “justiça” a Abraão porque “creu no Senhor.” Isso nos mostra que a “justiça” em sigo é inválido. Para ser verdadeira deve vir da fé em Cristo. Justiça não é simplesmente ser uma pessoa agradável e útil, é conduzir sua vida diária consciente no Senhor Jesus Cristo.

Quando sua vida diária reflete a fé em Cristo é uma marca de nascença do crente.

Marca de Nascença Três Não Pecar Continuamente

“Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.” I João 3:9

Eu sei melhor que sou salvo, porque eu não cometo pecado.

Um dos maiores apóstolos foi o apóstolo Pedro. Você sabia que ele caiu no pecado do orgulho, do racismo e do medo? Você pode ler sobre isso em Gálatas 2:11-13. Essa falha, no entanto, teve vida curta. Pedro não continuou neste pecado. Podemos ter certeza, de fato, que ele se arrependeu e fugiu do pecado, especialmente depois de ter sido confrontado pela repreensão severa do apóstolo Paulo. O que nos da certeza que ele fugiu desse pecado é que ele também escreveu duas epístolas maravilhosas inspiradas  por Deus, I e II Pedro, que estão em nossa Bíblia.

Este pecado e retorno para o Senhor por Pedro ilustram bem o ponto que precisamos entender sobre esta expressão “não comete pecado.” As palavras que vemos aqui no português deve ser entendidas à luz do que a Bíblia diz sobre Pedro e também em qualquer outro lugar em que a Bíblia tratar da salvação. É de extrema importância olhar para a língua original dessa expressão, o grego. Podemos entender pela língua original que alguem depois de ser salvo não pecará continuamente. É impossível para quem tem Deus voltar com o hábito do pecado em sua vida. A presença de Deus não deixará o pecado viver no seu coração! A “semente [de Deus] permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.” Na verdade, ele pode e vai falhar, mas isso não será a escolha constante de sua vida. Deus, pelo Seu Espírito, está trabalhando na sua vida espiritual para mantê-la longe de uma vida de pecado.

Quando alguém está evitando pecados, odiando os pecados, e orando a Deus para se manter longe dos pecados, então a sua vida é uma grande prova de que é nascido de novo. Este é uma marca de nascença facilmente notada em um homem nascido duas vezes.

Marca de Nascença Quatro Amar os Irmãos

“Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte.” I João 3:14

Eu sei melhor que sou salvo, porque eu amo meus irmãos e irmãs no Senhor.

Quando alguém ama as pessoas que nasceram de novo, isso é um bom sinal que ele também é nascido de novo, ou seja quando um homem prefere estar com os cristãos em vez do mundo, prefere adorar a Deus com os crentes mais do que festejar com o mundo, prefere estar com a igreja mais do que estar com o ímpio, é um bom sinal que ele é salvo e está indo para o céu.

Marca de Nascença Cinco Habitado pelo Espírito Santo

“E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.” I João 3:24

Eu sei melhor que sou salvo, porque o Espírito de Deus está em mim.
Quando alguém é salvo o Espírito de Deus habita nele. Isto é, o Espírito de Deus fala com ele, guia ele na verdade, leva suas orações para o Céu, abre a Bíblia para ele, o convence quando peca, o ensina e testifica com seu próprio espírito que ele é uma criança de Deus.

Infelizmente, há uma abundância de falsos ensinamentos sobre a habitação do Espírito Santo. Ele certamente tem a sua residência permanente, naqueles que nasceram de novo. Isto é ensinado em Efésios 1:13-14 e 4:30. Isto, no entanto, não requer que alguém faça milagres, fale em línguas e outras coisas desse tipo, depois do novo nascimento. Paulo ensinou claramente que nem todos terão os mesmos dons (cf. I Cor. 12:4-11), e, francamente, muitos dos dons mais expressivos do Espírito nunca se manifestaram nos mais grandes Cristãos da história. Quando alguém lê sobre as vidas de Salomão Ginsburg, William Bagby, David Brainerd, Jonathan Edwards, D.L. Moody, Billy Sunday, Charles Spurgeon, George Whitefield, John Wesley e outros, nenhum deles jamais reivindicou a falar em línguas, mas ainda assim, herdamos nosso cristianismo a partir deles! Por que Deus espera de nós hoje em dia falar em línguas, para mostrar a nossa salvação, se a história registra os crentes por séculos que poderosamente demonstraram o poder do Espírito de Deus sobre eles, sem este dom especial?

Não há dúvida de que o Espírito Santo realiza o trabalho de autenticação. Ele autentica crentes e a verdade. Isto é muito claro no livro de Atos. Se, no entanto, a verdade tem sido claramente autenticada, o Espírito Santo também abster-se-á de manifestações redundantes, para que as pessoas não começam a exagerar o que não é importante. Precisamos ver que, embora o Espírito Santo de Deus autenticou a aceitação dos gentios através de sinais e maravilhas no livro de Atos, Ele não permitiu que isto continue a ser sua peça central. Se assim for, então certamente manifestações miraculosas teriam sido mais amplamente desenvolvidas nos livros remanescentes do Novo Testamento. Isso, no entanto, não é o caso. Pelo contrário, quase nada mais é dito sobre esta obra. Em vez disso, o que é dito sobre o Espírito Santo nos lembra que Ele habita no crente, principalmente para o crescimento espiritual para que o crente possa servir a Deus mais plenamente neste mundo pecaminoso.

Quando estamos procurando o Espírito Santo dentro de nós, portanto, nós estamos buscando a Sua purificação nas nossas vidas, Sua direção em nós na verdade e Sua exaltação ao Senhor Jesus Cristo. Se estas coisas faltam em nós, devemos nos perguntar se somos verdadeiramente nascidos de novo.

Marca de Nascença Seis Confessar que Cristo Veio em Carne

“Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus.” I João 4:2

Eu sei melhor que sou salvo, porque eu confesso que Jesus Cristo veio em carne humana.

Quando alguém é salvo, ele admite abertamente com os seus lábios que Jesus Cristo veio na forma de um homem sobre esta terra. Isto é, ele acredita que o Filho de Deus assumiu a forma de um homem, nunca pecou, humilhou-se, obedeceu a morte e a provou para cada homem, foi sepultado, ressuscitou, e agora, depois de ascender ao céu, está assentado à destra do Pai.

Marca de Nascença Sete Crer que Jesus É Cristo

“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.” I João 5:1

Eu sei melhor que sou salvo, porque eu creio que Jesus é o Cristo.

Quando alguém está convencido em seu coração que Jesus de Nazaré, de quem está escrito na Bíblia, é realmente o Filho de Deus, enviado para ser o Salvador do homem do pecado, ele pode ter certeza que tem uma marca de nascença do crente.

Marca de Nascença Oito Vencer o Mundo

“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.” I João 5:4

Eu sei melhor que sou salvo, porque eu venço o mundo.

O mundo está insistindo que nós cometamos pecados como rebelião, embriaguez, orgias, busca de prazer, impiedade e corrupção. Quando temos o poder de evitar esta insistência do mundo é um forte indício que nós somos crentes nascidos de novo.

Marca de Nascença Nove O Testemunho Dentro de Mim

“Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu.” I João 5:10

Eu sei melhor que sou salvo porque tenho um testemunho dentro de mim.

Quando alguém sabe em seu coração que o Espírito de Deus está confirmando que ele nasceu de novo, então provavelmente ele foi salvo. “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Romanos 8:16)

Marca de Nascença Dez Conservar-Me

“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.” I João 5:18

Eu sei melhor que sou salvo, porque eu me mantenho de uma maneira que o maligno não pode me tocar.

Quando um homem não alimenta a carne, não olha para as coisas ruins que o contiminariam, abstem-se de toda a aparência de mal, evita homens ignorantes e maus, e não dá qualquer lugar ao Demônio, temos muita evidência que ele nasceu de novo e verá o reino de Deus.

Conclusão O Novo Nascimento

Um homem pode fazer a declaração que ele nasceu de novo apenas por dizê-lo. No entanto, este mesmo homem, se sua vida não tem marcas de nascença espiritual, é um mentiroso ou confuso. O novo nascimento é fácil enxergar. Não pode ser escondido.

Amigo, se você não tem nenhuma dessas marcas, você precisa examinar a sua salvação. Quando alguém nasce, ele sabe disso. É muito possível que você nunca tenha experimentado o novo nascimento, o que deixa você em uma situação terrível. Está ainda em seus pecados diante de Deus! Confie em Cristo hoje! Procure o novo nascimento. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” (Romanos 10:13)

Pode ser que algumas dessas marcas de nascença eram menos visíveis do que outros em sua vida. A Bíblia nos ensina a examinarmos para ver se estamos “na fé.” Somos ordenados a procurar fazer o nosso chamado (Deus falando aos nossos corações) e eleição (Deus nos dando a salvação). Note os seguintes textos:

“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.” II Cor. 13:5

“Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis.” II Ped. 1:10

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” João 1:12, 13

Quando você olha em sua vida, o que você vê? Há evidências do novo nascimento? Você vê as marcas de nascença? Desejo que o Senhor esclareça a verdade para você hoje!

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Segurança, Certeza e Gozo da Salvação Eterna

por George Cutting

Título original: SAFETY, CERTAINTY AND ENJOYMENT – George Cutting
Tradução: Mario Persona – 1992

Quando estamos numa estação ferroviária ouvimos, com certa frequência, a seguinte pergunta: “Em que classe você está viajando?” Você, leitor, com toda a certeza está de viagem – de viagem para a Eternidade – e pode ser que neste momento esteja muito próximo da estação final: a Morte. Permita-me, então, que lhe pergunte: “Nesta jornada pela vida, em que classe você está viajando?”

Neste caso podemos pensar em três diferentes classes, e vou explicar quais são a fim de que você possa responder à minha pergunta como que diante de Deus; sim, diante dAquele a Quem certamente todos nós temos que prestar contas.

Na PRIMEIRA CLASSE viajam, por assim dizer, os que estão salvos e sabem disso.

Na SEGUNDA CLASSE viajam aqueles que não têm certeza da sua salvação, mas que, no entanto, desejam tê-la.

Na TERCEIRA CLASSE viajam aqueles que não estão salvos e nem tampouco se interessam pelo assunto.

Volto a perguntar: “Em qual destas classes você está viajando?” Oh, como é importante que você possa responder claramente a esta pergunta!

Há pouco tempo atrás, numa viagem que fiz de trem, no momento em que o trem se preparava para partir da estação, vi chegar um homem que se precipitou ofegante para dentro do vagão onde eu me encontrava.
– Isto é que é correr! – exclamou um dos passageiros.
– É verdade – respondeu o homem respirando com dificuldade – mas ganhei quatro horas e por isso valeu a pena.

“Ganhei quatro horas”! Ao ouvir estas palavras não pude deixar de pensar comigo mesmo: “Se para ganhar quatro horas valeu a pena fazer um tão grande esforço, quanto mais para ganhar a Eternidade!” E, contudo, existem milhares de pessoas, que embora sejam bastante prudentes em tudo o que se refere aos seus interesses mundanos, parecem não ter um mínimo de bom senso quando alguém lhes fala de seus interesses eternos!

Apesar do infinito amor de Deus para com os pecadores, manifestado na morte de Jesus Cristo na cruz; apesar do Seu declarado ódio ao pecado; da evidente brevidade da vida humana; dos terrores do julgamento depois da morte; da terrível perspectiva de sofrer insuportáveis remorsos ao achar-se no inferno, separado para sempre de Deus; apesar de tudo isso, muitos correm para o seu triste fim tão descuidados como se não existisse nem Deus, nem morte, nem julgamento, nem céu, nem inferno! Que Deus tenha misericórdia de você, leitor, se você for uma dessas pessoas, e que neste momento Ele abra os seus olhos para que você reconheça o perigo que é continuar despreocupadamente no caminho que conduz à perdição eterna.

Caro leitor, quer você acredite ou não, a sua situação é bem crítica. Não deixe, portanto, de enfrentar o quanto antes a questão da Eternidade e do destino que você terá nela, pois qualquer demora poderá ser fatal. Lembre-se de que o costume de deixar para amanhã o que se pode fazer hoje é sempre prejudicial e neste caso poderá ter consequências desastrosas. Quão verdadeiro é o ditado: “A estrada do MAIS TARDE conduz à cidade do NUNCA”! Rogo, pois, encarecidamente, querido leitor, que não continue a viajar por um caminho tão enganoso e perigoso, pois está escrito na Bíblia Sagrada: “Eis aqui agora o dia da salvação” (2 Co 6.2).

Talvez você diga: – Não sou indiferente aos interesses da minha alma; longe de mim tal pensamento, mas a minha maior inquietação exprime-se por outra palavra: INCERTEZA. Por esta razão encontro-me entre os passageiros da segunda classe de que falou.

Pois bem, amigo leitor, tanto a indiferença como a incerteza são filhas da mesma mãe: a incredulidade. A indiferença provém da incredulidade no que diz respeito ao pecado e às suas consequências presentes e eternas. A incerteza, com sua consequente inquietação, provém da incredulidade acerca do infalível remédio que Deus oferece a você. Ora, estas páginas são dirigidas especialmente àqueles que, como você, desejam ter a completa e incontestável certeza da salvação.

Até certo ponto posso compreender bem a inquietação de sua alma e estou convencido de que quanto mais sinceramente interessado você estiver neste assunto, maior será a sua avidez para ter a certeza de que está real e verdadeiramente salvo da ira divina dirigida contra o pecado. “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?” (Mt 16.26), disse o Senhor Jesus.

Suponhamos que o filho de um pai amoroso encontra-se viajando de navio. Chega, entretanto, a notícia de haver naufragado, numa costa estrangeira, o navio em que ele se encontrava. Quem poderá descrever a angústia que a incerteza produz no ânimo daquele pai enquanto não se certificar, por um testemunho fidedigno, de que o seu filho está salvo? Suponhamos ainda uma outra hipótese. Numa noite escura e tempestuosa você está seguindo por um caminho desconhecido. Ao chegar a uma encruzilhada você encontra alguém e lhe pergunta qual é o caminho que conduz ao povoado aonde deseja chegar, e ele, indicando um dos caminhos, responde: “Parece-me que é aquele, mas não tenho certeza; espero não estar enganado”. Você ficaria satisfeito com uma resposta tão vaga e indecisa? Decerto que não. Você precisaria ter certeza, do contrário cada passo que desse naquela direção só aumentaria a sua inquietação. Por isso, não admira que tenha existido homens que, sentindo-se pecadores expostos à ira divina, não conseguiram mais dormir, e nem mesmo comer, enquanto a questão da salvação de suas almas não estivesse resolvida. Podemos sentir muito pela perda de nossos bens, ou talvez até mesmo pela perda de nossa saúde, mas o mais penoso de tudo seria a perda de nossa alma.

Pois bem, amigo leitor, há três coisas que, com o auxílio do Espírito Santo, desejo mostrar a você, as quais, na própria linguagem das Sagradas Escrituras são as seguintes:

1. O CAMINHO DA SALVAÇÃO (Atos 16.17).

2. O CONHECIMENTO DA SALVAÇÃO (Lucas 1.77)

3. A ALEGRIA DA SALVAÇÃO (Salmo 51.12).

Estas três coisas, embora intimamente ligadas, baseiam-se, todavia, cada uma delas, em verdades diferentes, de modo que é muito possível uma pessoa saber qual é o caminho da salvação, sem contudo ter o conhecimento de estar pessoalmente salva; ou mesmo conhecer que está salva, sem possuir contudo a alegria que deve acompanhar esse conhecimento. Falaremos, pois, em primeiro lugar do

CAMINHO DA SALVAÇÃO

A primeira parte da Bíblia Sagrada, o Antigo Testamento, está repleta de figuras ou símbolos de coisas espirituais, como diz o apóstolo Paulo: “Tudo o que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito” (Rm 15.4). Vejamos, pois, qual o sentido espiritual de uma dessas figuras contidas no Antigo Testamento, no livro de Êxodo, onde se lêem estas palavras em relação à lei dada por Deus, por intermédio de Moisés, ao seu povo na antiguidade: “Porém tudo o que abrir a madre da jumenta, resgatarás com cordeiro; e se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça: mas todo o primogênito do homem entre teus filhos resgatarás” (Êx 13.13). Com estas palavras na memória, voltemos, em pensamento, a uns três mil anos atrás e vamos supor que nos encontramos perto de dois homens que estão conversando seriamente, um deles sacerdote de Deus e o outro um simples e pobre camponês israelita. Nossa atenção é atraída pelos gestos e pela maneira de ambos, que demonstra estarem tratando de um assunto importante. Ao observá-los, descobrimos que o assunto diz respeito a um jumentinho que está ao lado deles.

– Vim perguntar – diz o pobre israelita – se não pode ser feita uma exceção a meu favor, só desta vez. Este animal é o primogênito de uma jumenta que tenho e, embora eu saiba o que diz a lei de Deus a seu respeito, espero que haja misericórdia e seja poupada a vida do jumentinho. Sou apenas um pobre em Israel e não posso pensar em perder este animal.

O sacerdote, porém, responde com firmeza:

– A lei de Deus é clara e não admite dúvidas: “TUDO o que abrir a madre da jumenta, resgatarás com cordeiro; e se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça”. Por que, então, você não traz um cordeiro?

– Ah, senhor, não tenho nenhum cordeiro! – replica o homem.

– Então vá comprar um e traga-o aqui; caso contrário o jumento terá que ser morto.

– Ai de mim! – exclama o pobre homem – neste caso todas as minhas esperanças estão perdidas, pois sou muito pobre e não posso de maneira alguma comprar um cordeiro.

Mas, durante a conversa, aproxima-se uma terceira pessoa que, ouvindo a triste história do homem, volta-se para ele e lhe diz bondosamente:

– Não fique desanimado, pois posso resolver o seu problema. Temos em casa um cordeiro que é muito querido de todos os de minha família, pois não tem nem uma única mancha nem defeito algum, e nunca se extraviou; vou já buscá-lo.

Pouco depois o homem está de volta, trazendo o cordeiro que em seguida é morto e o seu sangue derramado. O sacerdote volta-se então para o pobre israelita e lhe diz:

– Agora você pode levar o seu jumentinho para casa e ficar certo de que não precisará matá-lo. Graças ao seu amigo, o cordeiro morreu no lugar dele e, portanto, o jumentinho fica, com toda a justiça, totalmente livre.

Ora, querido leitor, acaso você não vê nisto um quadro divino da salvação do pecador? Em consequência dos seus pecados a justiça de Deus exige a sua morte, isto é, o seu justo castigo. A única alternativa que resta a você é a morte de um substituto aprovado por Deus. Você jamais poderia, de si mesmo, providenciar o necessário para sair da desesperada situação em que se encontra. Deus, porém, na Pessoa de Seu amado Filho, supriu, Ele próprio, um Substituto: “Eis o Cordeiro de Deus”, disse João aos seus discípulos ao contemplarem o bendito e imaculado Salvador. “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).

E, com efeito, Jesus subiu ao Calvário, “levado como a ovelha para o matadouro” (At 8.32), e ali “padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (1 Pd 3.18). “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação” (Rm 4.25). De modo que Deus, ao justificar o ímpio que crê em Jesus; ao absolvê-lo de toda a culpa, em nada sacrifica as justas exigências do Seu trono dirigidas contra o pecado. Ele é absolutamente justo em assim justificar aquele que tem fé em Jesus (Romanos 3.26). Bendito seja Deus, por nos dar um tal Salvador e uma tal Salvação!

Caro leitor, você crê no Filho de Deus? Se você responder “Sim! Como um pecador condenado tenho encontrado nEle Aquele em Quem posso confiar com toda a segurança. Creio verdadeiramente nEle!”, neste caso posso lhe assegurar que, perante Deus, o grande valor do sacrifício e morte de Cristo, conforme Deus o aprecia, aproveita tanto à sua alma como se você mesmo tivesse sofrido, em si mesmo, a condenação merecida.

Oh, que admirável salvação é esta! É grande, é digna de Deus! Por ela Deus satisfaz os desejos do Seu bondoso coração, dá glória ao Seu amado Filho, e assegura a salvação do pobre pecador que nEle crê. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que determinou que o Seu próprio Filho completasse essa grande obra e recebesse por ela todo o louvor; e que nós, pobres criaturas culpadas, não somente alcançássemos toda a bênção por meio da fé nEle, mas também gozássemos eternamente a bem-aventurada companhia dAquele que assim nos abençoou! “Engrandecei ao Senhor comigo, e juntos exaltemos o Seu nome” (Sl 34.3).

Mas, talvez você pergunte ansiosamente: “Como é que ainda não tenho completa certeza da minha salvação, embora já não confie mais em mim mesmo, nem nas minhas obras, mas só, única e inteiramente em Cristo e na Sua obra? Como é que, se um dia os sentimentos do meu coração me dizem que estou salvo, no dia seguinte me vejo assaltado de dúvidas? Sou como um navio surpreendido pela tempestade, sem poder achar ancoradouro seguro em nenhuma parte”. Ah! eis aí o seu engano, e vou explicar o por quê. Porventura você já ouviu falar de algum capitão que procurasse ancorar seu navio lançando a âncora para dentro do próprio navio? Nunca! Ele sempre a lança para fora!

Vejamos, então, o seu caso. Pode ser que você já esteja completamente convencido de que a segurança de sua alma, quanto ao julgamento divino, depende somente da morte de Cristo; porém você imagina, ao mesmo tempo, que são os seus sentimentos que hão de lhe dar a CERTEZA da sua participação nos benefícios dessa morte. Vamos olhar novamente para a Bíblia, pois quero que você veja nela o modo como, pela Sua Palavra, Deus nos dá:

O CONHECIMENTO DA SALVAÇÃO

Antes, porém, de procurarmos o versículo que você deve ler cuidadosamente, o qual nos ensina COMO UM CRENTE PODE SABER QUE TEM A VIDA ETERNA, permita-me citá-lo de maneira errada, ou seja, da maneira como muitos parecem entendê-lo: “Estes alegres sentimentos vos dou a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus”. Compare agora isto com a bendita e inalterável Palavra divina, e permita Deus que você possa se firmar nela, rejeitando todos os pensamentos vãos. Ora, o versículo de que falei é o versículo 13 do capítulo 5 da Primeira Epístola de João, que na Bíblia (Versão Almeida Atualizada) está escrito assim: “ESTAS COISAS VOS ESCREVI a fim de SABERDES que TENDES a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus”.

A história sagrada do Antigo Testamento nos relata um acontecimento que explica exatamente o modo pelo qual nós podemos ter a inabalável certeza da salvação de que o versículo acima nos fala. Esse acontecimento é a saída do povo de Israel da terra do Egito, o que lemos no capítulo 12 do livro de Êxodo. Como podiam os primogênitos do povo de Israel saber, com toda a certeza, que estavam seguros durante aquela terrível noite da Páscoa, quando Deus derramava sobre o Egito o Seu tremendo castigo? Vamos supor que nos encontramos no Egito nessa solene ocasião, e que visitamos duas das casas dos israelitas. Na primeira casa encontramos toda a família aterrorizada e cheia de receios, dúvidas e incertezas:

– Qual é o motivo de tanta palidez e medo?- perguntamos.

– Ah! – responde o primogênito, – o anjo da morte vai atravessar a terra do Egito esta noite, e não sei o que será de mim quando chegar a meia-noite. Só depois que o anjo exterminador tiver passado por nossa casa, e a hora do juízo tiver terminado, é que saberei que estou salvo, mas antes disso não sei como posso ter a certeza de que nada me há de acontecer. Os nossos vizinhos do lado dizem que têm certeza da sua segurança, mas acho que isso é ter muita presunção. O melhor que eu posso fazer é passar esta longa e terrível noite esperando que tudo me saia bem.

– Porém – inquirimos – o Deus de Israel não providenciou um meio de segurança para o Seu povo?>

– Certamente que sim – responde ele – e nós já usamos esse meio. O sangue de um cordeiro de um ano, cordeiro sem defeito algum, já foi devidamente espargido com um molho de hissopo sobre a verga e ombreiras da porta; mas apesar disso, não temos ainda plena certeza de que eu esteja seguro.

Deixemos agora esta pobre gente, atribulada e cheia de dúvidas, e entremos na casa ao lado. Que notável contraste se apresenta logo à nossa vista! A paz e o sossego brilham em todos os rostos. Ali estão todos, de cajado na mão, a comer o cordeiro assado e já prontos para caminhar.

– Qual é o motivo de tão grande tranquilidade em noite tão solene? – perguntamos.

– Ah! – respondem todos – estamos aguardando as ordens de Jeová, nosso Deus, para sairmos de viagem, quando então daremos as últimas despedidas ao chicote do tirano e à cruel escravidão do Egito.

– Mas esperem! Vocês estão se esquecendo de que à meia-noite o anjo de Deus vai percorrer a terra do Egito, ferindo de morte os primogênitos…?

– Sabemos disso muito bem, mas o nosso filho já está perfeitamente seguro porque já espargimos o sangue na porta, segundo a vontade e ordem do nosso Deus.

Mas também os vizinhos fizeram o mesmo, – respondemos, – e contudo estão todos tristes, porque não têm nenhuma certeza de segurança.

– Ah – diz o primogênito com firmeza – mas nós não temos somente o sangue espargido: temos também uma confiança absoluta na Palavra inabalável do nosso Deus. Deus disse: “Quando Eu vir o sangue, passarei por vós”. Portanto Deus fica satisfeito VENDO O SANGUE lá fora, e nós aqui dentro ficamos descansando na SUA PALAVRA. O sangue espargido é a base da nossa segurança. A palavra proferida por Deus é a base da nossa certeza de salvação. Porventura há alguma coisa que possa tornar-nos mais seguros do que o sangue espargido, ou que possa dar-nos mais certeza do que a Palavra proferida por Deus? Nada, absolutamente nada. Eis a razão da nossa paz!

Ora, leitor, qual dessas duas famílias você acha que estava mais ao abrigo da espada do anjo da morte? Talvez você diga que era a segunda, onde todos gozavam daquela tranquila confiança. Você está enganado: ambas estavam igualmente seguras, pois a segurança de ambas dependia, não dos sentimentos dos que estavam dentro da casa, mas sim da maneira como Deus apreciava o sangue espargido fora da casa, sobre a porta. Se você quiser ter a certeza da sua própria salvação, leitor, não dê atenção aos seus sentimentos, mas sim ao testemunho infalível da Palavra de Deus. “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim TEM a vida eterna” (Jo 6.47).

A fim de esclarecer mais este ponto, vou me valer de um simples exemplo tirado da vida cotidiana. Certo lavrador, não tendo pastagens suficientes para o seu gado, e ouvindo dizer que uma bela pastagem próxima à sua casa está para alugar, comunica ao proprietário seu interesse em arrendá-la. Passa-se algum tempo sem que receba resposta do proprietário. Enquanto isso, um vizinho visita o lavrador e lhe diz:

– Estou certo de que ele alugará a pastagem a você. Você não se lembra de que no último ano o proprietário enviou-lhe um presente de caça, e não recorda também da maneira como o cumprimentou quando passou por sua casa há alguns dias?” Eis agora o lavrador todo cheio de esperanças!

No dia seguinte encontra-se com outro vizinho, que durante a conversa lhe diz:

– Receio que você não poderá usar aquela pastagem. Ouvi dizer que o sr. Fulano também a quer, e você sabe como ele é amigo do proprietário.

Esta notícia faz desvanecer as esperanças do pobre lavrador; e assim continua ele; um dia muito esperançoso, outro dia cheio de dúvidas. Por fim recebe uma carta pelo correio e, ao reconhecer a letra do proprietário da pastagem, abre-a com viva ansiedade; mas à medida que vai lendo, o sobressalto vai se transformando em satisfação que se lhe retrata no rosto.

– Está tudo resolvido,- exclama, dirigindo-se à sua esposa; – acabaram-se as dúvidas e os receios! O proprietário diz que me arrenda a pastagem por todo o tempo que eu quiser, e em condições muito favoráveis. Isto me basta; agora já não me importo mais com a opinião de ninguém, seja lá quem for; a palavra do proprietário assegura-me a posse.

Quantas pobres almas há por aí, às quais acontece o mesmo que aconteceu ao lavrador; andam agitadas e perturbadas porque escutam as opiniões dos homens, ou se ocupam com os pensamentos e sentimentos dos seus próprios corações, ao passo que, se com sinceridade recebessem a Palavra de Deus, como sendo a Palavra de Deus, as dúvidas que os atribulam cederiam imediatamente seu lugar à CERTEZA.

As Escrituras dizem que aquele que crê está salvo, e que aquele que não crê está condenado. Não pode haver dúvida, nem em um caso nem em outro, pois é Deus Quem o diz, e para o crente de coração sincero a Palavra de Deus resolve tudo. “Porventura diria Ele, e não o faria? ou falaria, e não o confirmaria?” (Nm 23.19). Deus tem falado, e o crente, satisfeito, pode dizer:

Mais provas não exijo eu
Nem mais demonstração;
Já sei que Cristo padeceu
Para minha salvação.

Mas, talvez haverá alguém que ainda pergunte: “Como hei de saber com certeza se tenho a verdadeira fé?” A esta pergunta temos que responder com outra pergunta: “Você tem fé no verdadeiro Salvador: isto é, no bendito Filho de Deus?” A questão não é saber se a sua fé é muita ou pouca, forte ou fraca, mas se a Pessoa em quem você colocou a sua confiança é digna dela. Há alguns que se agarram a Cristo com uma energia semelhante à do homem que se afoga. Há outros, porém, que apenas tocam, por assim dizer, na orla do Seu vestido; mas os primeiros não estão mais seguros do que os últimos. Todos fizeram a mesma descoberta, isto é, que em si mesmos não há nada em que possam confiar, mas que podem todavia fiar-se seguramente em Cristo, podem fiar-se tranquilamente na Sua Palavra, e podem, portanto, descansar com toda a confiança na eterna eficácia da Sua obra perfeita. É isto que se entende por crer nEle, e é Sua a promessa: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim, tem a vida eterna” (Jo 6.47).

Portanto, cuidado leitor; não ponha a sua confiança nas suas boas intenções ou no seu arrependimento e penitências, ou em quaisquer outros atos religiosos, nem mesmo nos seus piedosos sentimentos, nem na educação moral que possa ter recebido, nem em quaisquer outras coisas semelhantes. É até possível que você confie firmemente em algumas destas coisas, ou em todas elas juntas, e contudo venha a perder-se eternamente; porém a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, por mais fraca que seja, salva eternamente, ao passo que a fé, mesmo que forte, em outra coisa ou pessoa qualquer é apenas o fruto de um coração enganado.

Deus, no Evangelho, apresenta a você o Senhor Jesus Cristo, e diz: “Este é o meu Filho amado, em Quem Me comprazo” (Mt 3.17). É como se Deus dissesse: “Ainda que você não possa confiar em si mesmo, pode contudo confiar sem receio em Jesus”. Bendito, mil vezes bendito Senhor Jesus! Quem não há de confiar em Ti e exaltar o Teu nome?

– Creio deveras nEle, – disse-me um dia uma jovem, com certa tristeza, – todavia não me atrevo a dizer que estou salva, com receio de dizer talvez uma mentira.

Esta jovem era filha de um negociante de gado em uma pequena vila, e seu pai havia ido, naquele mesmo dia, à feira e ainda não tinha voltado.

– Suponhamos agora – disse-lhe eu – que quando seu pai voltar você lhe pergunte quantas ovelhas comprou hoje, e ele responda: “Dez”. Suponhamos ainda que logo em seguida entre um freguês e lhe pergunte: “Quantas ovelhas seu pai comprou hoje?” Porventura você responderia: “Não me atrevo a dizer, com receio de mentir”?

Nisto, a mãe da menina, que escutava nossa conversa, disse com certa indignação: – Isso seria o mesmo que dizer que seu pai é mentiroso.

Ora, querido leitor, você não percebe que essa menina, embora bem intencionada, estava realmente a fazer do Senhor Jesus um mentiroso, quando dizia: “Eu creio no Filho de Deus, porém não me atrevo a dizer que tenho a vida eterna, porque receio dizer talvez uma mentira”? Que incredulidade!

– Mas, – alguém poderá dizer, – como posso ter a certeza de que realmente creio? Tenho me esforçado muitas vezes para crer, e procurado ler no meu íntimo se o tenho conseguido; mas quanto mais penso na minha fé, a mim menos parece que eu creia.

Meu amigo, a maneira como você olha para estas coisas não poderia ter outro resultado, e o fato de você dizer que se esforça para crer demonstra claramente que não compreende a questão. Deixe-me, portanto, apresentar-lhe outro exemplo para explicar melhor este ponto.

Suponhamos que você se encontre certa noite em sua casa e entre alguém dizendo que o chefe da estação da estrada de ferro acaba de morrer esmagado por um trem. Acontece, porém, que esse indivíduo que lhe traz a notícia há muito tempo é tido em toda a vizinhança como um grande mentiroso. Você acreditaria nele, ou se esforçaria para acreditar nele?

– Decerto que não! – você me responderá prontamente.

– E por que não?

– Porque eu o conheço bem demais para saber que é um mentiroso.

– Mas, – pergunto – como é que você sabe que não crê no que ele disse? Será que para isso você precisou examinar sua fé?

– Não; é porque sei que o homem que me dá a notícia não é digno de confiança.

Pouco depois entra um outro indivíduo e diz:

– O chefe da estação foi hoje atropelado por um trem e ficou esmagado.

Após ele sair, escuto você dizer prudentemente:

– Agora estou quase crendo que seja verdade, pois conheço este homem desde pequeno e pelo que me lembre, só me enganou uma vez.

– Ora, – pergunto eu de novo, – será que desta vez você sabe que quase crê por ter examinado sua própria fé?

– Não; é porque tenho em conta o caráter de quem me dá a notícia.

Este homem acaba de sair de sua casa e entra um terceiro. Este, que é um amigo que lhe inspira a mais absoluta confiança, não faz mais do que confirmar a notícia. Desta vez então você diz:

– Agora é que creio, João; por ser você quem está me afirmando isto, eu posso crer.

Insisto ainda na minha pergunta, que como você há de recordar, é apenas um eco da sua:

– Como é que você pode SABER agora que crê tão positivamente no que disse o seu amigo?

– É porque conheço bem a pessoa e o caráter dela – você me responde. – Nunca, em toda a sua vida, me enganou, e não a julgo capaz de fazê-lo.

Pois bem, é justamente por esta razão que eu também sei que creio no Evangelho: é por ele me ser mandado pelo próprio Deus. O apóstolo João diz: “Se recebemos o testemunho dos homens, o TESTEMUNHO DE DEUS é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de Seu Filho testificou… quem a Deus não crê mentiroso O fez: PORQUANTO NÃO CREU NO TESTEMUNHO que Deus de Seu Filho deu” (1 Jo 5.9,10). E Paulo diz: “Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” (Rm 4.3).

Em certa ocasião uma pessoa ansiosa pela salvação disse a um servo de Deus:

– Ah! senhor, eu não posso crer! -, ao que lhe respondeu o pregador com muito acerto:

– É verdade?… E em QUEM você não pode crer? – Esta simples pergunto foi suficiente para lhe abrir os olhos. Até ali tinha pensado que a fé era alguma coisa misteriosa que deveria sentir dentro de si, e que sem senti-la não poderia ter certeza da sua salvação. Mas afinal a fé do crente faz com que ele olhe, não para si mesmo, mas, ao contrário, para Cristo e para a Sua obra consumada no Calvário, e o leve a aceitar confiadamente o testemunho que um Deus fiel dá acerca de ambos e assim alcança a paz. Quando uma pessoa se volta para o sol, a sua sombra fica para trás; assim também quando nos voltamos para Cristo glorificado no céu, não mais nos preocupamos conosco.

Fica pois demonstrado que a bendita PESSOA do Filho de Deus ganha a nossa confiança; a Sua OBRA CONSUMADA nos dá segurança eterna; e a PALAVRA de Deus, acerca de todo o que nEle crê, nos dá a certeza inalterável de tal segurança. Encontramos em Cristo e na Sua obra o caminho da Salvação; e na Palavra de Deus o conhecimento da Salvação.

– Mas – dirá talvez o leitor, – se tenho a vida eterna, como é que tenho sentimentos tão inconstantes, perdendo com frequência toda a minha alegria e consolação, achando-me sem paz e quase tão triste como antes de ter sido convertido?

Esta pergunta nos leva a tratar de nosso terceiro ponto que é:

O GOZO DA SALVAÇÃO

A Palavra de Deus nos ensina que, enquanto o crente é salvo da ira futura pela obra de Cristo, e tem a certeza da salvação pela Palavra de Deus, ele conserva a consolação e alegria pelo poder do Espírito Santo que habita em si (1 Co 6.19).

Convém lembrar que toda pessoa salva ainda tem em si o que as Sagradas Escrituras chamam de “carne”, isto é, a natureza pecaminosa com que nascemos, e que começa a se manifestar desde a nossa mais tenra infância. O Espírito Santo no crente resiste à “carne”, e fica entristecido sempre que ela se manifesta por pensamentos, palavras ou obras. Quando o crente procede de um modo digno do Senhor, o Espírito Santo produz em sua alma o seu bendito fruto: amor, gozo, paz, etc. (veja Gálatas 5.22). Porém quando ele procede de um modo carnal e mundano, o Espírito Santo é entristecido e, como consequência, falta, na vida do crente, este fruto espiritual.

Permita-me, leitor, expor sua situação, como crente, da seguinte forma:

A obra de Cristo e a sua salvação: Ficam em pé ou caem juntamente;

O seu comportamento e o seu gozo: Ficam em pé ou caem juntamente.

Se fosse possível a obra de Cristo cair por terra, o que graças a Deus nunca poderá acontecer, a sua salvação cairia juntamente com ela. Porém, quando por qualquer descuido você não tiver um comportamento próprio de um cristão, (o que pode muito bem acontecer), você ficará também sem desfrutar o gozo.

Em Atos dos Apóstolos, está escrito a respeito dos primeiros cristãos que andavam “no TEMOR DO SENHOR e CONSOLAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO” (At 9.31); e também “os discípulos estavam cheios de ALEGRIA e do ESPÍRITO SANTO” (At 13.52). Depois de sermos convertidos, o nosso gozo espiritual será sempre proporcional ao caráter espiritual do nosso comportamento.

Você percebe agora, leitor, em que consiste o seu engano? Você tem confundido duas coisas diversas, que são: a segurança da salvação, e o gozo que resulta dela. Se porventura você entregar-se à sua vontade-própria, ao seu mau gênio, ou aos prazeres mundanos, etc., o Espírito Santo Se entristecerá e logo você perderá sua alegria espiritual e talvez pense ter perdido também a sua segurança. Repito, porém, mais uma vez:

A sua SEGURANÇA depende da obra que Cristo fez por você.

A sua CERTEZA depende da Palavra que Deus dirige a você.

O seu GOZO depende de você não entristecer o Espírito Santo que habita em você.

Se você, sendo filho de Deus, entristecer o Espírito Santo, a sua comunhão com Deus Pai e com o Seu bendito Filho ficará, como consequência, logo interrompida; e enquanto você, arrependido, não reconhecer e confessar o seu pecado a Deus, aquela comunhão e aquele gozo não lhe serão restaurados.

Suponhamos que uma criança qualquer faça uma maldade. Sentindo que praticou o mal e desconfiando que seus pais já saibam do ocorrido, ela mostra logo em seu rosto os evidentes sinais de perturbação. Meia hora antes ela estava alegre a gozar juntamente com os pais de um passeio no jardim, agradando-se naquilo que agradava a eles também, e gozando aquilo que eles também desfrutavam. Em outras palavras, ela estava em comunhão com eles; tinham todos os mesmos sentimentos. Mas isso cessou num momento, e como criança travessa e desobediente, nós a encontramos agora em um canto, toda triste. Os pais, notando sua tristeza, perguntam-lhe pelo motivo, dizendo-lhe que, se tiver feito qualquer maldade, deve confessar tudo e eles a perdoarão; mas o orgulho e a teimosia a mantém ali calada.

Onde está agora a alegria que essa criança tinha há meia hora? Desapareceu completamente. Por que? Porque se interrompeu a comunhão entre ela e seus pais, devido à sua maldade. Mas o que é feito do parentesco que, há meia hora, existia entre ela e seus pais? Porventura desapareceu isto também? Acaso cessou ou se interrompeu? Certamente que não.

O seu PARENTESCO depende do seu nascimento.

A sua COMUNHÃO depende do seu comportamento.

Passado, porém, algum tempo, ela sai do canto, onde tinha permanecido, e já arrependida e com o coração quebrantado, humilha-se e confessa toda a sua falta, do princípio ao fim, de modo que os pais percebem que ela odeia agora, tanto quanto eles, a sua desobediência e travessura. Então, tomando-a nos braços, cobrem-na de beijos. A sua alegria restabelece-se, porque também a sua comunhão com os pais está agora restabelecida.

Lemos que o rei Davi, tendo em certa ocasião pecado gravemente, se arrependeu e voltou-se para Deus orando: “Torna a dar-me a alegria da tua salvação” (Sl 51.12). Notemos que não pediu que lhe fosse restituída a salvação, mas a alegria da salvação.

Imaginemos agora o caso de outra maneira. Suponhamos que enquanto a criança se encontrava no canto, soluçando e sem dar provas de querer reatar comunhão com seus pais, se ouvisse um grito de “Fogo!” O que iria ser da criança? Porventura seus pais a deixariam naquele canto para ser consumida pelo fogo que devora a casa? Impossível! Seria até mais provável que ela fosse a primeira pessoa que os pais tirariam para fora de casa e poriam a salvo. Todos devem saber perfeitamente que o amor de parentesco é uma coisa, e que o gozo da comunhão é outra inteiramente diferente.

Ora, quando um crente cai em pecado, a sua comunhão com Deus Pai fica por algum tempo interrompida, e falta-lhe o gozo até que, com o coração contrito, se volte para o Pai e Lhe confesse os seus pecados. Então, confiando na Palavra de Deus, sabe que está de novo perdoado; porque a Sua Palavra claramente diz que: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 Jo 1.9).

Assim, pois, ó filho querido de Deus, lembre-se sempre destas duas importantes verdades: que não há nada tão forte como o LAÇO DE PARENTESCO; e nada há tão frágil como o LAÇO DA COMUNHÃO. Todas as forças e todas as maquinações da terra e do inferno reunidas não podem quebrar o primeiro, ao passo que basta apenas um pensamento impuro, ou uma palavra leviana, para quebrar imediatamente o segundo.

Se porventura você tiver alguma vez a sua alma atribulada, humilhe-se perante Deus, e examine a sua consciência. E quando você tiver descoberto o ladrão, o pecado que lhe roubou a alegria, traga-o para a luz da presença de Deus; isto é, confesse o seu pecado a Deus, seu Pai, e julgue-se a si mesmo, pelo seu descuido e pela falta de vigilância da sua alma que, assim, deixou entrar às escondidas o inimigo. Mas não confunda nunca, NUNCA, a sua segurança com o seu gozo.

Não imagine, todavia, que o julgamento de Deus é menos severo contra o pecado do crente, do que contra o do incrédulo. Ele não tem dois modos diferentes de tratar com o pecado. Seria impossível a Deus passar por alto, sem julgar, tanto os pecados do crente como os do incrédulo que rejeita ao Seu precioso Filho. Há, porém, entre os dois casos a seguinte diferença:

O pecado do crente foi previsto por Deus, havendo-o lançado sobre Cristo, o Cordeiro divino, quando Este foi crucificado no Calvário. Ali, de uma vez para sempre, foi levantada a grande questão criminal da sua culpa, recaindo o castigo, que o crente merecia, sobre o seu bendito Substituto. “Levando Ele mesmo em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro” (1 Pd 2.24). O incrédulo, porém, que rejeita ao Senhor Jesus Cristo, há de sofrer, ele próprio, as consequências eternas dos seus pecados no lago de fogo.

Ora, quando um crente comete uma falta, a questão criminal do pecado não pode ser suscitada novamente contra ele, porque o próprio Jesus, constituído agora o Juiz de todos, é Quem a resolveu de uma vez para sempre sobre a cruz; porém a questão da comunhão é levantada dentro da sua alma pelo Espírito Santo, todas as vezes que o crente O entristece.

Permita-me que, em conclusão, me sirva de outro exemplo. Imaginemos uma noite serena e magnífica, com a lua brilhando com o seu maior esplendor. Um homem está olhando atentamente para um lago profundo, em cuja superfície a lua se reflete admiravelmente e, dirigindo-se a um amigo que está ao seu lado, lhe diz:

– Como a lua está linda esta noite, tão cheia e brilhante!

Porém, apenas acaba de falar, seu companheiro deixa cair uma pedra dentro do lago e logo o primeiro exclama:

– Que é isto? a lua fez-se em pedaços, e os seus fragmentos estão batendo uns contra os outros na maior confusão!

– Que absurdo! – responde seu companheiro. – Olhe para cima e você verá que a lua não mudou em coisa alguma. A superfície da água do lago, que a reflete, é que sofreu mudança, ficando agitada.

Amigo crente, aplique a você mesmo este simples exemplo. O seu coração é como o lago. Quando você não concede nele lugar para o mal, o bendito Espírito de Deus revela a você as perfeições e glórias de Cristo, para sua consolação e gozo. Mas no exato momento em que você acolhe em seu coração um mau pensamento, ou que de seus lábios escapa uma palavra ociosa, sem ser logo julgada, o Espírito Santo começa, por assim dizer, a alterar a superfície do lago, e a sua felicidade e gozo se desvanecem fazendo com que você fique inquieto e perturbado até que, com espírito quebrantado diante de Deus, Lhe confesse o pecado que tem sido a causa da sua perturbação. Aí então ficará restaurado o sossego de seu espírito, e você desfrutará de novo o gozo da comunhão com Deus.

Enquanto o seu coração se sente assim intranquilo, porventura você acha que a OBRA DE CRISTO SOFREU ALGUMA MUDANÇA? Isto jamais poderá acontecer; e por conseqüência também a realidade da sua salvação não sofreu mudança. Mudou a PALAVRA DE DEUS? É claro que não. Então permanece inabalável a certeza da sua salvação. O que foi que mudou então? A AÇÃO DO ESPõRITO SANTO em você. Ele, ao invés de lhe mostrar as glórias do Senhor Jesus, e de assim encher o seu coração com o sentimento do valor da Pessoa e da obra de Cristo, Se vê na necessidade de deixar essa preciosa ocupação para encher a sua consciência com o sentimento do seu próprio pecado, sua fraqueza e sua falha. Ele o privará de sua consolação e de seu gozo enquanto você mesmo não se julgar, reprovando o mal que Ele julga e reprova. Porém, quando isto acontece, restabelece-se novamente a sua comunhão com Deus. Que, pela graça do Senhor, tenhamos sempre uma santa vigilância sobre nós mesmos, a fim de não entristecermos “o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção” (Ef 4.30).

Querido leitor, por mais fraca que seja a sua fé, fique certo de que o bendito Senhor em Quem você tem depositado sua confiança jamais mudará. “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e ETERNAMENTE” (Hb 13.8). A OBRA de Cristo consumada jamais mudará: “tudo quanto Deus faz durará ETERNAMENTE: nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar” (Ec 3.14). A PALAVRA por Deus pronunciada jamais mudará. “Secou-se a erva, e caiu a sua flor: mas a palavra do Senhor permanece PARA SEMPRE” (1 Pd 1.24,25).

Assim, pois, o alvo da nossa fé, o fundamento da nossa esperança, e a base da nossa certeza, são igualmente perduráveis. Com confiança então podemos já cantar:

Ó Deus e Pai, Te agradecemos
A paz, perdão e Teu amor;
Com gratidão reconhecemos
Que temos parte em Teu favor.

Permita-me, pois, leitor, que pergunte a você uma vez mais: “Em que classe você está viajando?” Eleve a Deus o seu coração e dê-Lhe já, sem demora, a sua resposta.

“Quem a Deus não crê mentiroso o fez: porquanto não creu no testemunho que Deus de Seu Filho deu” (1 Jo 5.10). “Aquele que aceitou o Seu testemunho, esse confirmou que DEUS É VERDADEIRO” (Jo 3.33).

Querido leitor, meu desejo é que a alegre certeza de possuir esta tão grande salvação encha o seu coração e domine toda a sua vida, agora e até que Jesus venha.

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Só Existem Duas Religiões

Por Pr. Mark Pereira da Igreja Baptista Esperança Viva em Albufeira, Portugal

Este título pode deixar alguns confusos. “Se há tantas religiões no mundo, como é que você diz que apenas existem duas?” Peço que leia com atenção e tire, por si só, as devidas conclusões.

A Religião das Boas Obras

As religiões dividem-se quanto à questão daquilo que nos garante o descanso eterno, o Céu, a vida eterna. É nesta questão que está a diferença entre as duas únicas religiões que existem no mundo.

De um lado temos a religião das boas obras. Esta religião afirma que aquilo que nos garante a vida eterna é a quantidade de coisas boas que fazemos enquanto estamos no mundo. Neste grupo enquadram-se todos os grupos religiosos que existem. Uns acreditam que não existe inferno, outros acreditam que a pessoa re-encarna, existe também quem acredita que podemos baptizar-nos em nome de um familiar já falecido. Um grupo diz que não existe nem céu nem inferno e que, no fim, Deus irá ressuscitar apenas os que fizeram as obras certas para viverem num mundo perfeito. Uns têm muitos deuses, outros apenas um. Todos concordam que o importante é fazer as coisas certas. Acreditam que, de certa forma, as nossas boas obras irão ser pesadas junto com as más. Quanto mais obedecermos, mais hipóteses temos de fazer a balança pender para o lado que interessa.

Devido à sua crença nas boas obras, nenhum destes grupos religiosos dá a certeza de salvação seja a quem for. A salvação é algo que se espera, mas que apenas se confirma depois da morte. Nenhum dos membros destas religiões tem certeza de que é salvo. Alguns dizem que sim, mas porque lhes ensinaram que podem perder a sua salvação, tentam passar o resto da vida a fazer as obras necessárias para a manterem e esperam que sim sem nunca terem realmente a certeza.

A Bíblia

A mensagem do evangelho, que encontramos na Bíblia, é completamente diferente. Ela ensina-nos que somos pecadores e incapazes de nos salvarmos. Se chegarmos a Deus tal como estamos e apenas com o que fizermos, estamos condenados. A Bíblia diz, “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rom. 3:23) Esta palavra é simples, não são precisas explicações. A Bíblia diz que, porque todos já falhámos (já cometeu algum erro na sua vida?), estamos longe de Deus e já estamos condenados. A Bíblia diz que todos os pecadores estão mortos espiritualmente. Se é verdade que todos os que já pecaram estão mortos espiritualmente, qual é a solução para este problema? A religião das boas obras ensina que basta começar a obedecer, fazer o que está certo. Mas será que é assim? Será que a resposta está nas boas obras? O que diz a Palavra de Deus? “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé;e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef. 2:8-9). Para os que dizem que a Bíblia é difícil de entender aqui está mais uma passagem tão simples. A salvação não vem de nós. Se assim fosse, as pessoas poderiam comparar-se umas com as outras. Teríamos pessoas melhores e piores aos olhos de Deus. Isso não é assim. Perante Deus todas as pessoas estão na mesma situação, ou seja, desesperadamente necessitadas de um Salvador. Será que existe? Eis os que a Bíblia diz, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16).

E você? Já acredita em Jesus e apenas Nele? Se colocar a sua fé nas obras, como as religiões lhe dizem para fazer, vai chegar diante de Deus com mãos cheias de nada. Arrependa-se diante de Deus. Ponha a Sua fé em Jesus, Ele já fez tudo o que precisava ser feito para pagar os seus pecados.

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Seja Único

Pr. Michael Andrzejewski da Igreja Evangélica Baptista em Barcelos, Portugal

“Entrai pela porta estreita” (Mt 7:13).

Esta vida é muitas vezes descrita como uma viagem. É uma série de etapas e passos em falso. Às vezes parece que a viagem em si não tem sentido. Pessoas vagam pela vida. Elas serpenteiam. Algumas, que são determinadas e dedicadas, parecem saber exactamente onde elas estão e onde querem ir. No entanto, o grande ponto de interrogação que permanece é – o que acontecer quando chegarmos ao final de nossa jornada? Ou seja…onde eu estarei?

O facto é que estás a ler este artigo por que o título tocou o teu coração. Ele inflamou alguma curiosidade dentro de ti.

De qualquer maneira, eu estou grato que ainda estás a ler, e eu quero que saibas que Jesus sabe tudo sobre a tua viagem de vida, e quando tiveres dúvidas sobre qual caminho seguir ou qual decisão de fazer, ele tem a resposta. Uma coisa é certa – Jesus quer que sejas diferente. Ele quer que tenhas paz e alegria, não só nesta vida, mas para toda a eternidade. A Bíblia diz-nos claramente em 2 Coríntios 5:17: Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo.

Este é o tipo de diferença que ele quer fazer em tua vida. Este é o tipo de diferente ele quer que sejas.

Portanto, vem pensar comigo sobre ser único. Para fazer isto, começamos em Mateus 7:13, 14 onde Jesus diz: “Entrai pela porta estreita: porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela:. Porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos há que a encontrem.”

A primeira coisa que eu noto no nosso texto é que Jesus diz que só há dois caminhos. Um deles é correcto, e um é errado. Um é bom, e é um mal. Um deles é um santo e um é pecaminoso. No entanto, existem apenas dois caminhos e cada um leva a um fim específico. Isto é contrário à filosofia de hoje. É diferente do que a maioria das pessoas querem acreditar. Na maioria das vezes que ouvimos hoje que todos os caminhos levam ao mesmo lugar. Embora –atenção…não é isso que Jesus disse.

Existem dois caminhos, separados com dois fins diferentes. Cada pessoa tem que escolher um caminho ou um outro. Na verdade, o caminho de facto para todos os homens desde do seu próprio nascimento é o caminho errado. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Romanos 3:23) Cuidado! Não aches estranho que no texto, o mandamento de Jesus é: Entrai pela porta estreita. Temos que nos desviar do caminho espaçoso porque sem Cristo já estamos nele. Já estamos no caminho espaçoso e devemos escolher o outro enquanto há tempo.

Além disso, através do nosso texto, podemos compreender que o caminho largo conduz à perdição (a perdição representa desonra, imoralidade, vícios, etc., mas biblicamente significa condenação eterna). E, o caminho estreito leva à vida. Então, o meu aconselhamento é: Seja único. Pega tu, amigo, o caminho menos viajado. Entra pela porta estreita e toma o caminho apertado. Talvez precisas mais alguns motivos.

Talvez precisas de um pouco mais de informação para que possas tomar uma decisão informada. Bem, vamos olhar para cada caminho individualmente e ver como eles são, quais pessoas caminham em cada um deles, e onde eles levam.

A primeira estrada, dizem, é ampla. Isso mostra-me que não há nada lá para proteger aqueles que optam para caminhar neste sentido. Esta estrada larga, se fosse colocada na linguagem de hoje seria uma auto-estrada com muitas faixas diferentes.

O Nosso Salvador parece aludir aqui a distinção entre as formas públicas e privadas mencionadas pelos advogados judeus. As vias públicas foram autorizadas a ser dezesseis côvados de largura, mas as ruas particulares apenas quatro. Assim, podes perguntar, quantos metros seriam iguais a dezesseis côvados? A reposta será, 7. E as estradas privadas que foram apenas quatro côvados, seriam iguais a quantos metros? 1.8

Estás a ver a diferença? Eu digo, seja único. Entra, tu na porta estreita. No caminho espaçoso não há protecção. Todos os pecadores andam neste caminho. Apesar do facto que não há protecção, há alguma coisa interessante. Há espaço para tudo e para todos. Mentirosos, blasfemos, inimigos de Deus. Boas pessoas, crianças, jovens, adolescentes, pessoas de idade. “Muitos são que entram por ela.” Ricos e pobres. Deixa-me pausar aqui e dizer que se tu estás a seguir a multidão, estás no caminho errado. Se seguirmos a multidão será para fazer mal. Será para pecar. Seja único!

Há espaço para tudo aqui – drogas, relações sexuais, várias religiões, a nova era, misticismo, orgulho, etc. Podes andar neste caminho e levar tudo contigo. Ninguém lá vai te impedir. Eles neste caminho aceitam tudo. A porta da carnalidade e da luxuria sempre está aberta. É fácil entrar nela, especialmente porque todo o mundo está a entrar.

Cristo foi fiel em primeiro lugar dizernos sobre as razões pelas quais não devemos continuar no caminho largo, mas devemos entrar pela porta estreita. Porque tão ruim quanto a primeira forma é, graças a Deus, não é o único caminho. Pelo contrário, o segundo é o total oposto do primeiro. Tem uma porta estreita que me diz que há algumas coisas que devem ser deixadas fora, antes de entrar no caminho. Espiritualmente, nós chamamos isso: arrependimento.

No caminho apertado, temos protecção e segurança. Há paz lá, porque é um caminho exclusivo como o outro é inclusivo. Ou seja, é uma estrada particular, mas sou o porteiro que estás a convidar-te entrar hoje. Enquanto o mundo inteiro está convidado, há condições que devem ser cumpridos. Deves deixar a tua vontade e os teus desejos fora da porta. Assim que entrar, nós seguimos o caminho que um Deus misericordioso tem nos proporcionado. Entrando neste apertado caminho não custa nada. É completamente de graça para entrar porque alguém já pagou o preço de admissão. Jesus fez isso na cruz há 2 mil anos atras. O caminho apertado é cheio de bênçãos. Aqui a tristeza é rara, porque há sempre alguém que te ama e cuida de ti que vai estar ao teu lado. Nesta travessa, não há mágoas. Não há rotundas. É uma rota directa para a vida eterna. É um caminho iluminado pela maior carta de amor já escrita. Quando andares nele terá uma vida dedicada a Jesus Cristo. O próprio Jesus disse que ele era a porta, bem como o caminho.

Infelizmente, porém, poucos entram na porta. Todo mundo quer seguir a multidão. Hoje à noite, eu digo para ti – Seja único. Entra no caminho certo e apertado. Confia em Cristo. Permite- Lhe para levar-te à glória. O caminho apertado era o que eu escolhi quando eu estava perdido e viajando rapidamente para a destruição. Entrando neste caminho foi o que salvou a minha vida. Então, eu quero que saibas que o outro não tem nada bom para ti hoje. Não tem nenhum benefício. Escolha o caminho apertado. Escolha Jesus. Seja único.

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Evidências da Fé Genuína

Dr. Mark Minnick | Excerto de uma mensagem pregada no dia 08 de março, 2011

A diferença entre um crente não autêntico e um crente genuíno, está no modo como ele se sente com relação a Jesus Cristo. É assim mesmo.

Cristãos genuínos tem em seu coração uma afeição ardente e, às vezes, um amor fervoroso por Jesus Cristo.

Então, vamos ser muito claros sobre este ponto. Não existe sequer um de nós que tem isso o tempo todo. Certo?

Você é um crente genuíno?

Você não concorda com isso?

Você não sente uma devoção fervorosa por Jesus Cristo o tempo todo.

Mas deixe me contar o que é verdadeiro se você é um Cristão genuíno. Quando você não sente isso, isso te incomoda de verdade. Porque você conheceu como é ter isso. Você experimentou isso muitas vezes. Você se sentou nos cultos e ouviu uma pregação na qual a redenção de Cristo foi apresentada diante de você, ou você cantou estrofes de hinos que são realmente ricos com a verdade redentora, ou você leu sua Bíblia em secreto e Deus quebrantou seu coração. Eu não estou falando de algo hipotético aqui–você conheceu essas experiências, e é por isso que isso te incomoda quando você sente como se estivesse frio.

Não é verdade?

Eu estou certo sobre isso ou não?

É isso mesmo!

Mas pessoas que tem somente uma concordância mental com o Evangelho tem o mesmo tipo de coisa que eles teriam se tivessem crescido em um país mulçumano: eles iriam consentir com o Corão. O mesmo tipo de coisa que eles teriam se eles tivessem crescido em um ambiente hindu. Eles simplesmente concordam com isso mentalmente. Pessoas que simplesmente cresceram na tradição do contexto deles nunca conheceram uma paixão ardente pelo Senhor, que é tão genuína, que quando isso falta em um dia em particular, eles sabem que está faltando.

Para os verdadeiros cristãos, isso os incomoda; eles lamentam isso frequentemente quando você conversa com eles. Na verdade, esse é o tipo de pessoa que vai até seu pastor para pedir aconselhamento, e eles dizem: “Às vezes, eu quero saber se sou realmente um cristão, pois às vezes eu simplesmente me sinto muito frio em meu coração.”

Isso é uma realidade para todo Cristão genuíno!

São as pessoas, porém, que não sabem a diferença, que até agora não tem um coração genuíno abraçado por Jesus Cristo.

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